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| Foto: CNN Brasil |
Rafael Japur, CFO da Gerdau, é o convidado do episódio de estreia do programa Números Falam, uma parceria entre a CNN Brasil e o NeoFeed. Sob o comando do apresentador Márcio Kroehn, o programa vai ao ar no próximo dia 15 de maio, às 19h45, no canal CNN Money. Na entrevista, o executivo apresentou um panorama sobre as operações da siderúrgica e os fatores que influenciam os resultados atuais da companhia, detalhando a composição do EBITDA trimestral de R$ 3 bilhões, dos quais 75% foram provenientes da operação na América do Norte.
Japur analisou a crescente diferença de rentabilidade entre o mercado norte-americano, que vive uma dinâmica protegida por tarifas rígidas e demanda estrutural em setores como data centers, energia e infraestrutura, e o mercado brasileiro, que enfrenta pressão nas margens causada pela invasão do aço importado. Sobre o volume vindo da Ásia, o executivo afirmou: ''A China hoje, a cada dois meses e meio, exporta tudo o que o Brasil produz de aço.''
A análise do executivo abordou as dificuldades enfrentadas pela indústria nacional, citando o excesso de aço chinês no mercado internacional, a competição com produtos importados mais baratos e o impacto dos juros elevados na remuneração do capital investido no Brasil. Japur defendeu que a sustentabilidade do setor passa por um ajuste nas condições locais de competitividade, declarando que ''seria mais saudável se tivesse um maior equilíbrio''. Ele reforçou ainda que a Gerdau atravessa um momento de transição operacional com a conclusão de um ciclo de investimentos iniciado entre 2021 e 2022, o que deve reduzir os desembolsos futuros e aumentar a geração de caixa nos próximos trimestres.
No que se refere ao desempenho na bolsa, o CFO explicou por que entende que a ação da siderúrgica está barata. O papel preferencial (GGBR4) acumulou alta de 15,9% até quinta-feira, 7 de maio. Com o indicador preço sobre valor patrimonial (P/VP) em 0,89, o que demonstra que o valor de negociação em tela não equivale ao valor patrimonial da empresa, Japur observou que os números atuais não refletem integralmente o potencial de resultados. Ao projetar o cenário para os investidores, o executivo pontuou que ''o mercado ainda não está, de forma justa, remunerando o que a gente vai ser capaz de gerar de fluxo de caixa no futuro''.
