Relatora é contra união de SBT, Record e Rede TV para tratar com TV paga



A grita da Sky funcionou – ao menos até aqui. O primeiro voto do Cade sobre a união de SBT, Record e Rede TV para tratar conjuntamente com as operadoras de TV por assinatura acompanhou os argumentos da empresa. A relatora, Cristiane Alkmin, sustentou a rejeição da joint venture pelo risco de repasse de custos aos consumidores.

“Estou preocupada com 60 milhões de brasileiros que terão seus pacotes aumentados”, disse ao apresentar seu relatório nesta quarta, 24/2. “Concorrentes simplesmente não podem se juntar com objetivo de firmar preços”, completou.

Não houve, porém, uma decisão ainda. O conselheiro Alexandre Macedo pediu vista. Ele tem 90 dias para retornar com seu voto, mas não deve levar tanto. O Cade tem prazo até meados de maio para concluir a análise do ato de concentração.

Inicialmente, a joint venture seria autorizada por rito sumário – e a Superintendência Geral do Cade já tinha até parecer favorável. Mas aí a Sky e a ABTA, a associação das operadoras de TV paga, se fizeram parte da ação e apontaram que o poder de negociar preços dessa união traria problemas ao setor: aumento de preços e perda de mercado.

Não é algo exatamente intuitivo ao se observar o caso. Juntas, SBT, Record e Rede TV detém perto de 17% da audiência da TV paga. A Globo, sozinha, tem 29%. Daí que a posição inicial da Superintendência Geral do Cade tenha sido de não identificar uma posição tão reforçada assim das três emissoras, até porque o exemplo prático até aqui é de não existir repasse – Net e Sky, que concentram 80% do mercado de TV paga, remuneram a Globo mas não aumentaram preços.

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