Multishow estreia novo programa "Procurando Casseta & Planeta" na próxima segunda


Os Cassetas estão de volta em nova fase. (Divulgação)
Fora do ar desde 2012, Beto Silva, Cláudio Manoel, Hélio de La Peña, Hubert Aranha, Marcelo Madureira e Reinaldo Figueiredo voltam juntos para a TV na série “Procurando Casseta & Planeta”, com estreia marcada para o dia 17 de outubro no Multishow. Em formato de falso documentário, a atração baseada em fatos irreais mostra com muito bom humor o que aconteceu com os integrantes depois que eles saíram do ar: o que cada um está fazendo e como estão vivendo. O roteiro é assinado por quatro deles - Beto Silva, Cláudio Manoel, Hélio De La Peña e Hubert Aranha -, com direção de Gualter Pupo e produção da Hungry Man. “Procurando Casseta & Planeta” é uma parceria com a Globo e os 20 episódios serão exibidos de segunda a sexta, às 23h15 no Multishow.

“Não existe nada real, é tudo mentira. Não é uma história da trajetória do nosso grupo até os dias atuais. É uma história ficcional e cômica do que aconteceu com o grupo pós fim do programa na TV em 2012. O grande barato desta série é que a gente está fazendo uma coisa que nunca fizemos. Antes era um programa de esquetes, com personagens. Agora é um seriado de 20 episódios com começo, meio e fim. Temos uma pegada de cinema, mas é muito mais do que um longa, pois são 20 episódios de 26 minutos cada, então são 500 minutos no ar. Foi bastante trabalhoso, escrevemos isso ao longo de um ano e acho que ficou bem caprichado, isso nos motiva muito”, explica Cláudio Manoel sobre o formato inédito do projeto.

A trama se desenrola quando uma equipe de documentaristas resolve procurar o grupo, que em princípio está completamente separado. O primeiro que encontram é Cláudio, que perdeu tudo para a ex-mulher e ganha a vida trabalhando caracterizado de Maçaranduba em uma loja de suplementos. Beto vive de shows precários de sua personagem Acarajette Lovve. Hubert foi despejado por não pagar o aluguel e é empresário de artistas de terceira categoria. Hélio se conecta às suas raízes e vive em uma comunidade onde pratica aulas de passinho e capoeira com desempenho sofrível.

Madureira vira líder da direita e é sequestrado por um comando organizado e levado para Cuba, onde sofre lavagem cerebral e se torna um esquerdista radical. Reinaldo é o único que enriqueceu, de forma suspeita, com seus clubes e shows de jazz. Todos acabam se unindo e resolvem desesperadamente ganhar algum dinheiro com a volta do grupo, mas acabam se metendo nas maiores roubadas ao longo dos episódios: produções bizarras e programas de gosto duvidoso. Com o sentimento de fracasso e desilusão, eles ainda possuem uma última ideia que pode fazer com que os holofotes do sucesso se voltem novamente para os Cassetas.

“Ficamos muito tempo no ar e é normal existir uma curiosidade sobre o que estamos fazendo, isso nos motivou a fazer essa série. Mas também muitas vezes não somos reconhecidos nas ruas, existe uma nova geração que não conheceu nosso trabalho. Agora eles vão ter essa oportunidade. O pessoal mais jovem vai entender que era um grupo que fez sucesso, saiu do ar e voltou. E quem era fã e acompanhava vai poder matar as saudades. Vai funcionar para todo mundo”, declara Beto.

A atriz Maria Paula, parceira do grupo durante anos, faz uma participação especial. Ela está bem de vida e namora o filho do Hélio, Joaquim Couto, interpretado pelo próprio, que faz sua estreia como ator na TV. “Quando me convidaram e falaram que eu iria namorar o filho do Hélio na série eu fiz uma única exigência, só toparia se fosse o Joaquim, filho verdadeiro! Não queria outro ator e nem figurante, afinal ele é um gato, a coisa mais fofa do mundo e eu o conheço desde que nasceu. Quando o Hélio descobre que estou namorando o filho dele, ele vai na minha casa para se dar bem de alguma forma, basicamente ficar na minha aba”, conta Maria Paula.

Entre as demais participações especiais estão o apresentador Danilo Gentili, os músicos Arlindo Cruz e MV Bill, a ex-BBB Ana Paula, os atores Samantha Schmütz e Eduardo Sterblitch, o ex-diretor da Globo Boni, entre outros.

A presença de Bussunda na série – sua morte completou uma década este ano – ocorre através de imagens de arquivo presentes em alguns dos episódios do programa, que tem trilha sonora composta por Hubert.

“O Bussunda morreu há 10 anos, mas para mim parece que foi semana passada. O tempo passa muito rápido, mas eu não tenho essa sensação de que estamos fora do ar há tanto tempo. A gente mantém contato, fazemos parte um da vida do outro, nunca deixamos de nos ver, temos outros projetos juntos. Nosso grupo nunca acabou. Mas como estávamos há 20 anos seguidos na TV aberta e no horário nobre, quando saímos do ar deu a impressão de que estava todo mundo separado e desempregado. A origem do projeto foi exatamente essa, baseado no imaginário das pessoas. Vamos matar a curiosidade de todo mundo, responder todas as perguntas, só que com histórias muito loucas”, finaliza Reinaldo.

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