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Record, SBT e RedeTV estão prestes a fechar acordo com NET, Claro TV, Oi TV e VivoTV


Um novo capítulo surge em meio a guerra entre emissoras de TV aberta e TV paga. (Imagem/Divulgação)
A acirrada negociação entre as TVs abertas (Record, SBT, e RedeTV!) representadas pela empresa Simba e as operadoras deram mais um passo esta semana rumo a um acordo, que até pode ser fechado nos próximos dias ou semanas.

Desde último dia 29 de março, os canais Record, SBT, e RedeTV deixaram de ser transmitidos em São Paulo e Grande SP pelas maiores operadoras de TV paga do país, quando ocorreu o apagam analógico.

As emissoras exigiam ser remuneradas por seus sinais, mas as operadoras se recusam a aceitar isso. Esses canais sempre foram distribuídos gratuitamente durante a era analógica. A mudança para o sinal digital permitiu às emissoras negociar, e ter direito a remuneração. Globo e Band são remuneradas, mas seus sinais HD abertos são negociados em uma cesta de outros canais pagos.

De acordo com novos informações do jornalista Ricardo Feltrin do UOL, Quase um mês de ataques por todas as partes e uma tensa negociação. Finalmente, NET/Claro, Oi TV, e Vivo TV estão bem próximas de fechar um acordo que inclui, sim, alguma remuneração aos canais. Mas, com contrapartidas. A SKY como sempre segue irredutível, e não quer nem negociar por achar injusto pagar por algo gratuito. 

Em troca as TVs dariam às operadoras espaço em mídia (como permuta) e produziriam novos canais pagos a partir de 2018 (Conforme noticiamos por ⤃ aqui).

Um dos novos canais seria nos moldes do Viva, da Globosat, com programação antiga especificamente de Record e SBT (cujos acervos são grandes).

E também há estudos para um segundo canal na linha de shows, games e reality shows; e um terceiro canal poderia ser na área de esportes, com conteúdo contratado pelos canais da Simba junto a fornecedores estrangeiros.

Ainda de acordo com ele, um potencial parceiro que vem sendo consultado nesse sentido é o Grupo Fox, dono de uma vasta gama de eventos esportivos.

OUTRO LADO

Por outros lado, a Record busca agilidade para resolver essa grande guerra, já que a emissora está mais perto de roer a acorda, e abandonar a disputa, como informa o jornalista Flávio Ricco.  

A verdade que a emissoras não imaginava que a guerra iria se  arrastar por tanto tempo, causando muito prejuízos ao grupo Simba. E por isso, querem agilidade para resolver isso. 

SEM TRANSMISSÃO, AUDIÊNCIA CAI

Desde que teve seus sinais cortados das operadoras (exceto a Vivo) na Grande SP, Record, SBT e RedeTV! perderam de 20% a 35% em audiência, dependendo da faixa horária.

De 11 milhões (assinantes legais) a 16 milhões de pessoas (se incluídos os pontos instalados via “pirataria”) foram afetadas pelo corte de sinal na região, segundo estimativa.

Já a audiência dos canais exclusivamente pagos cresceu 14%, o que significa que os telespectadores não estão deixando de ver TV por causa do corte do sinal e, mais ainda, estão migrando dos canais abertos que viam antes para canais fechados.

Esse resultado frustrou executivos da Simba envolvidos na negociação, que esperavam que a TV por assinatura fosse não só perder público, como também ser alvo da ira dos assinantes.

Não aconteceu nem uma coisa, nem outra. Na verdade, boa parte do impasse ocorreu devido a um erro estratégico de negociação da Simba. Das operadoras, a única inflexível que nem sequer aceita negociar é a Sky.

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