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Fernanda Young debate pós-feminismo no Trilha de Letras da TV Brasil

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(Imagem/Divulgação TV Brasil)
As mulheres já queimaram sutiãs na luta pelo seus direitos no passado. Hoje, ocupam não só as ruas, mas também usam as redes sociais como espaço de expressão e de valorização. Para falar sobre esse tema tão atual no programa Trilha de Letras, o apresentador Raphael Montes recebe a escritora, atriz e roteirista Fernanda Young que sempre tratou do assunto. O papo inédito vai ao ar nesta terça (7), às 21h15, na TV Brasil.

"Apesar de ser reconhecida como feminista, eu gostaria que isso não fosse necessário. Antes de ser feminista, sou escritora e mãe. Gostaria de ter a flexibilidade de me despir de qualquer personagem que me engesse. Isso é a anti-liberdade, mas é inevitável. E é um saco", declara a convidada no início da conversa.

"Ainda acho que a utilização de um termo limita a liberdade. Eu gostaria de não precisar utilizar nenhum 'label', mas o feminismo ainda é curriosamentente necessário. Então é um pouco constrangedor. Quando bem jovem, eu achava que viveria um futuro muito mais generoso, com os seres humanos num estado de igualdade. Não é o que ocorre", lamenta a autora.

Tom autobiográfico em obra sobre o tema

Durante a entrevista, Fernanda Young comenta o livro "Pós-F: Para além do masculino e feminino", sua primeira obra de não-ficção. A escritora afirma que a publicação tem uma perspectiva autobiográfica ao enumerar diversas de suas experiências na vida, algumas das quais classifica como "dispensáveis", em 48 anos de idade.

"Falo sobre essa trajetória biográfica. Não estou fazendo uma análise do feminismo. Estou contanto uma experiência minha, através das minhas vivências, mostra que sim, é inevitável. Esse mulher deve usar o termo 'feminista', pois ainda é necessário", explica.

O Trilha de Letras mostra que as novas gerações de mulheres conquistaram espaço e poder. Elas exigem respeito. O programa da TV Brasil discute o protagonismo da literatura nesse processo ao consultar a escritora Heloísa Buarque de Hollanda que também aborda o tema.

"Esse processo da quarta onda foi muito marcado e pautado pela existência das mídis sociais. Tudo se dá em larga escala. Você publica algo que repercute e vai formando alianças e horizontalizando. A gente tem um novo perfil do feminismo que gerou um novo perfil poético também", analisa a professora.

No quadro Leituras com Katy, o livro "Garotas equilibristas", da psicóloga Cecilia Russo Troiano, é citado pela jornalista. A obra traz depoimentos de mulheres que estão chegando ao mercado de trabalho e análises sobre diversos temas. Já o quadro Dando a Letra dá voz à autora iniciante Mônica Alves.

Apresentado por Raphael Montes, o programa Trilha de Letras tem reprise na TV Brasil às quartas, às 6h da manhã. A atração também pode ser acompanhada nas ondas do rádio toda terça-feira, às 23h, na Rádio MEC AM Rio 800kHz, e aos dominos, na mesma emissora, às 12h30.




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