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Na TV Brasil, Mídia em Foco analisa a videoarte

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(Imagem/Divulgação TV Brasil)
A videoarte, forma de expressão artística que tem o vídeo como elemento principal, é o tema de debate do programa Mídia em Foco, que vai ao ar nesta segunda-feira, dia 27, às 22h45, na TV Brasil. A videoarte surgiu no início da década de 60 com grande influência da televisão e das artes plásticas.

Neste episódio, o Mídia em Foco conversou com três especialistas em videoarte: Almir Almas, videoartista e professor da Escola de Comunicação e Artes, da USP; o videoartista Lucas Bambozzi; e a Curadora da Associação Cultural Videobrasil, Solange Farkas. 

“O termo videoarte bastante questionável sobre alguns aspectos. Eu gosto do termo especialmente porque ele indica uma ideia que há uma outra arte além da arte. De que há uma especificidade da arte, ou de que há um desvio da arte”, diz Bambozzi. “A arte com o vídeo nasce nesse entrelaço com outras formas de arte. E a poesia é uma delas. A poesia sempre esteve junto com o vídeo”, observa Almir Almas. “O vídeo sempre se apropriou de todas as mídias e de todas as tecnologias ao longo da sua história”, conclui Solange Farkas. 

Os primeiros artistas da videoarte foram o alemão Wolf Vostell e o coreano Nam June Paik, ambos integrantes do Grupo Fluxus, no final da década de 1960. Até então, o vídeo era utilizado apenas para fins comerciais, como treinamento em empresas ou para televisão. Nesse início da videoarte, o alto preço dos equipamentos limitou essa linguagem a artistas de países desenvolvidos, onde o acesso à tecnologia era menos custoso. 

No Brasil, o vídeo enfrentou dificuldades para ser incorporado às artes, o que ocorreu aos poucos ao longo da década de 1970. A presença do audiovisual nas artes plásticas brasileiras ocorria desde o fim da década anterior, impulsionada pelo experimentalismo presente no cinema nacional da época, especialmente no Cinema Novo.

O lançamento da primeira câmera portátil de vídeo, a Portapak da Sony, em 1965, impulsiona a videoarte no mundo. No início dos anos 70, o brasileiro Antônio Dias expõe publicamente obras de videoarte na Itália. Em território nacional, um dos primeiros exemplos dessa arte é M 3X3, realizado por Analívia Cordeiro com auxílio da TV Cultura em 1973. 

Nos anos seguintes artistas como Sônia Andrade, Ivens Machado, José Roberto Aguilar e Letícia Parente consolidam a videoarte no Brasil. Já na década de 80 desponta a geração do vídeo independente.

O desenvolvimento tecnológico e a chegada das novas mídias renovam o cenário da videoarte no Brasil e no mundo. A arte que nasce subvertendo o uso comercial da televisão hoje utiliza os mais diversos meios digitais e eletrônicos. Equipamentos de captação e reprodução menores e com cada vez mais qualidade, o uso da realidade virtual e do vídeo 360º graus aliados ao poder da internet trouxeram novas possibilidades para a videoarte.




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