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Conteúdo audiovisual para crianças é tema do Mídia em Foco nesta segunda na TV Brasil

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(Imagem/Divulgação TV Brasil)
Na semana em que se celebra o Dia das Crianças, o Mídia em Foco traça um panorama sobre as produções audiovisuais dedicadas ao público infantil na edição inédita desta segunda (8), às 22h45, na TV Brasil.

Para refletir sobre esse mercado, o programa apresentado pela jornalista Paula Abritta recebe a roteirista e produtora Vanessa Fort; o diretor de animação da TV PinGuim, Kiko Mistrorigo; e o vice-presidente de Criação da Nickelodeon, Jimmy Leroy.

O Mídia em Foco mostra que nunca se produziu tanto conteúdo audiovisual infantil no Brasil. São inúmeras obras animadas e em live-action nas televisões públicas e pagas. Desenhos como O Diário de Mika, Meu Amigãozão e SOS Fada Manu são algumas das atrações premiadas internacionalmente ao lado de séries como Detetives do Prédio Azul.

O programa jornalístico destaca ainda longas de alta qualidade no cinema como "Lino" e os conteúdos on demand que fazem sucesso na internet como "Mundo Bita", "Monica Toy" e o fenômeno "Galinha Pintadinha".

Apesar da programação infantil ter sido quase extinta nos canais comerciais da televisão aberta, o futuro da produção audiovisual para crianças é promissor. Com mais de sete horas de programação diária voltada à garotada, a TV Brasil é um dos canais que mais investe em conteúdo de qualidade para as novas gerações.

"A TV aberta dentro do nosso imenso país tem um papel fundamental principalmente com o público infantil", avalia Kiko Mistrorigo, responsável por produções da TV PinGuim que ultrapassam a fronteira do país como O Show da Luna! e Peixonauta.

Vice-presidente de Criação da Nickelodeon, Jimmy Leroy é assertivo ao analisar o contexto nacional hoje. "Eu acho que a gente nunca teve um momento tão fértil de produção infantil brasileira", pondera o gestor.

A roteirista e produtora Vanessa Fort ressalta a importância da diversidade estar representada nas obras "Quando a gente fala de infância e adolescência isso é crucial: a necessidade, dentro de um espírito público, de garantir uma representação de uma diversidade maior possível. O espaço público precisa considerar toda a forma e todos os modos de ser".

Emissora pública apresenta mais de 40 horas semanais de conteúdo infantil

Tradicional janela para produções infantis, a TV Brasil lançou há um ano, em junho de 2017, uma faixa de programação diária na grade da emissora pública que reúne desenhos e séries de qualidade dedicadas às crianças e aos jovens. Com mais de 40 horas semanais, a TV Brasil Animada aumentou a audiência do canal.

Além de ser uma grande apoiadora da produção de conteúdo infantil no mercado independente do país, a TV Brasil incentiva o desenvolvimento novos realizadores e reforça valores como a não violência e a tolerância às diferenças.

Referência na televisão aberta, o canal é uma das principais janelas para séries, desenhos e animações nacionais. A sessão TV Brasil Animada leva ao ar mais de sete horas consecutivas de produções para crianças e jovens de segunda a sexta-feira, entre 10h e 17h30, quase sem interrupções. A faixa também tem espaço aos fins de semana, nos sábados e domingos de 10h às 12h30. Aos domingos, ainda tem nova janela de 15h às 18h30.

A TV Brasil Animada apresenta programação organizada por faixa etária e destaca-se pela ausência de publicidade que incentive o consumismo. Ao todo, são mais de 40 horas de conteúdo infantil e juvenil educativo disponível por semana.

Muitas animações de sucesso no país e no exterior estão em cartaz na grade da emissora pública como O Diário de Mika, SOS Fada Manu, Meu Amigãozão, Peixonauta, O Show da Luna!, Zica e os Camaleões, Osmar - a primeira fatia do pão de forma e Historietas Assombradas para Crianças Malcriadas.

Tendências das emissoras de TV aberta e fechada nas últimas décadas

A produção de conteúdo audiovisual destinado ao público infantil vive um bom momento no Brasil. Impulsionado entre outros fatores pela reserva de cotas estabelecida pela lei da TV paga e pelos recursos do Fundo Setorial do Audiovisual, o número de obras para a televisão, o cinema e para a internet cresce a cada ano.

Enquanto isso, as TVs abertas comerciais praticamente não investem em conteúdo para as crianças. Já emissoras públicas como a TV Brasil incentivam a produção nacional e dedicam boa parte de sua programação ao público infantil.

Assistir desenhos, filmes e programas infantis na TV aberta era a forma de entretenimento audiovisual mais acessível para muitas gerações até pouco tempo. A busca por lucro e um público mais amplo fez com que a maioria das emissoras comerciais abertas substituísse a programação infantil por atrações focadas nos adultos. Ao mesmo tempo, outros meios surgiram e mudaram os hábitos de consumo das novas gerações.

Histórico das produções audiovisuais para o público infantil

O curta-metragem "Alice no País das Maravilhas" (1903) é uma das primeiras produções de conteúdo infantil da história do audiovisual. Baseado no livro de Lewis Carroll, a obra foi dirigida por Cecil Hepworth e Percy Stow.

No Brasil, "Gurilândia", o primeiro programa de televisão voltado ao público infantil, foi ao ar em 1950 na TV Tupi. Quase setenta anos depois o mercado de produções audiovisuais para crianças evoluiu e se disseminou por todas as mídias.

Em 1975, a TVE Rio de Janeiro, em parceria com a Rede Globo, produziu e veiculou o primeiro episódio infantojuvenil realizado em cores no Brasil: "Pluft, o Fantasminha". Adaptada da peça infantil homônima de Maria Clara Machado, a série teve direção e adaptação de Geraldo Casé e a participação de grande elenco.

O programa contava a história de Marilbel, raptada por piratas e escondida em um sótão de uma velha casa, onde conheceu uma família de fantasmas e faz amizade com Pluft (Dirce Migliaccio): um fantasminha que tinha medo de gente.




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