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Ellen Oléria solta a voz no Segue o Som deste sábado na TV Brasil

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Imagem/Divulgação TV Brasil
O programa Segue o Som recebe a cantora Ellen Oléria para uma conversa sobre música e carreira com o apresentador Maurício Pacheco neste sábado (27), às 15h, na TV Brasil. Dona de uma voz poderosa, a artista fala sobre sua trajetória musical e canta canções como "Zumbi" de Jorge Ben Jor, e "Verão", composição de sua própria autoria.
 
Durante a entrevista, ela mergulha no seu trabalho autoral tanto em suas composições como nas interpretações marcantes de clássicos da MPB. Ellen Oléria mostra como consegue unir hip hop, rap, samba, jazz e várias outras influências e transformar essa mistura em um estilo próprio e único. 
 
A convidada também reflete sobre as influências musicais e históricas presentes no seu disco, "Afrofuturista". No papo com Maurício Pacheco, a artista expõe suas visões políticas e destaca como a música pode ser um instrumento poderoso de mudança social.
 
Ao comentar o álbum, Ellen conta que o disco foi um desejo de três anos. "Venho conversando sobre o tema, pesquisando, chegando junto dessas referências... Apesar da gente falar sobre essa conexão com a afro diáspora, não se trata de uma conexão africana, a gente fala de ancestralidade, fala de origem, mas de um modo muito latino, muito nosso, numa perspectiva muito afro brasileira".
 
A entrevista envereda pelo forte engajamento político de Ellen, que reafirma o poder mobilizador da arte e faz conjecturas sobre os rumos do país. "Acho que minha geração vive um tempo muito feliz, porque a gente quer ver a revolução acontecer. A gente vive em um país que desde sua fundação é racista, machista, classista, homofóbico, transfóbico e eu quero a revolução já", defende a artista.
 
Nesta edição do Seguem o Som, a cantora Ellen Oléria ainda aborda o projeto que integrou chamado Soatá. Entre 2007 e 2013, a banda tocava rock alternativo e carimbó. O trabalho rendeu o filme "Amundiá Soatá".
 
"Esse projeto foi muito interessante. A gente passou em muitas cidades do interior do Pará encontrando mestres da guitarrada, do carimbó, e compartilhando, aprendendo, ouvindo sobre processos de criação, sobre o ritmo, sobre esse encontro étnico e identitário que é o carimbo. Essa presença muito indígena, nas maracas, os tambores africanos, a proximidade com o Caribe", elenca Elléria ao recordar a iniciativa.




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