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Zeca Pagodinho canta sucessos no Samba na Gamboa da TV Brasil nesta sexta

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(Imagem/Divulgação TV Brasil)
O sambista e apresentador Diogo Nogueira recebe o irreverente cantor e compositor Zeca Pagodinho na edição inédita da sétima temporada do programa Samba na Gamboa que vai ao ar nesta sexta (19), às 21h45, na TV Brasil.

Em parceria com o anfitrião, o experiente artista canta alguns dos maiores clássicos da carreira como "Lama nas ruas", "Deixa a vida me levar", "Verdade" e "Coração em desalinho". Com 35 anos de estrada e mais de 20 discos em sua trajetória, Zeca Pagodinho é considerado um dos maiores nomes do samba e pagode.

O encontro Zeca Pagodinho com Diogo Nogueira é uma viagem musical pela trajetória do bamba que desde a infância trocava as aulas na escola para ler na cartilha das rodas de samba. Mesmo cultivando a simplicidade e o conhecido medo de avião, ele levou o gênero para palcos do mundo inteiro.

O músico reflete sobre a vida simples, apesar de se manter há décadas no centro dos holofotes. Zeca conjuga o sucesso com a espontaneidade no cotidiano do pai de família e avô, fiel aos seus amigos e ao projeto social que criou em Xerém. Idealista, Jessé Gomes da Silva Filho acredita na música como melhor futuro para as crianças.

Além de relembra o passado, nos pagodes no Cacique de Ramos, quando teve que mostrar talento e atitude para ser aceito, Zeca Pagodinho comenta o mais recente trabalho ao lado de Maria Bethânia, a turnê conjunta "De Santo Amaro a Xerém". Os dois ídolos rodaram juntos várias capitais para levar o fruto de um trabalho que começou no "Quintal do Pagodinho".

Essa edição especial do programa Samba na Gamboa, da TV Brasil, conta, ainda, com a ilustre participação do arranjador, produtor musical e violonista Paulão Sete Cordas, parceiro de primeira hora de Zeca Pagodinho.

Simplicidade como marca da carreira

Apesar da fama, o sambista faz questão de cultivar os amigos e hábitos da infância nos bairros de Irajá e Del Castilho. Mito nos palcos, Zeca Pagodinho também revela seu esforço para preservar a sua vida simples. No sítio em Xerém, onde curte o papel de avô, vê novelas e também realiza um projeto social. Lá, ele é um sujeito que jura ainda não ter se acostumado à popularidade.

Filho de Seu Jessé e Dona Irinéia, Zeca nasceu em Irajá no dia 4 de fevereiro de 1959. Ainda menino, já despontava nas rodas de samba nos quintais da família, na Zona Norte do Rio. Após cursar a quarta série, sua escola foi formada pelos professores do samba: Candeia, Cartola, Monarco, Almir Guineto e pelas inesquecíveis rodas de samba do Cacique de Ramos. 

Primeiros hits no início da trajetória

Foi a madrinha Beth Carvalho que gravou o primeiro sucesso de Zeca em 1983: "Camarão que dorme a onda leva", composição de sua autoria, Arlindo Cruz e Beto Sem Braço. Em seguida, Alcione interpretou o clássico "Mutirão de amor". Começava a correr pelo país o talento dos versos do sambista que se tornaria um herói do gênero.

O estouro veio no disco "Raça Brasileira" (1985) com outros talentos que despontavam nos terreiros de samba da cidade. Zeca emplacou "Mal de amor", "Garrafeiro", "Bagaço da laranja" e "A Vaca". O disco vendeu 100 mil cópias, tornou-se um marco e ajudou a gravar o nome dessa geração na história da música popular carioca.

O primeiro disco solo do bamba veio no ano seguinte, em 1986. Atingiu um milhão de cópias vendidas. O menino franzino que rodava a cidade de ônibus levando seu cavaquinho num saco de supermercado tinha virado um fenômeno.

Repertório farto de crônicas de amor

Carismático, versador brilhante, Zeca Pagodinho se tornou célebre em eternizar as dores de amor e os costumes do povo. O compositor desenvolveu um vasto repertório de sambas com tom de crônicas populares. "Judia de mim", "Brincadeira tem hora", "Quando eu contar Iaiá" e "Coração em desalinho" se tornaram clássicos assim que nasceram.

Após outros discos de sucesso, em 2002, o artista venceu o Grammy no quesito "Melhor álbum de samba", com "Deixa a vida me levar", o hino da Copa do Mundo. É uma das muitas celebrações da vida do músico que fez dos terreiros do samba seu maior palco.




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