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Um olhar sobre o mundo da TV Brasil faz um balanço de 2018

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Moisés Rabinovici entrevista no Um olhar sobre o mundo desta semana, o professor da USP, atual colunista, ex-editor de internacional e ex-correspondente da Folha de S. Paulo em Pequim e Moscou, Jaime Spitzcovsky. Os dois jornalistas fazem um balanço de 2018, destacando o que aconteceu de mais importante no planeta neste ano. Um Olhar sobre o Mundo vai ao ar na segunda-feira, dia 17, às 21h45, na TV Brasil

Spitzcovsky diz que, ao invés de destacar apenas os fatos do ano que se encerra, prefere analisar as tendências do cenário internacional. "Eu prefiro olhar 2018 não a partir de um ou outro episódio separadamente, mas fazer um balanço sob dois aspectos. De um lado, a questão da onda populista que nós temos sobretudo nos Estados Unidos e na Europa, ou seja, ver como ela está procurando segurar, romper a globalização e ver como ela passa por 2018 e como vai chegar a 2019”, diz. 

O colunista continua seu raciocínio. “O outro fenômeno que eu acho fundamental a gente fazer um balanço do ano sob o aspecto não tanto dos fatos, mas das tendências, é a ascensão chinesa. Ela continua me impressionando e neste ano nós vamos ter 40 anos do início das reformas. Foi em 18 de dezembro que iniciou-se o encontro do partido comunista chinês, que durou quatro dias. Portanto, há exatas quatro décadas que a China vem nessa decolagem impressionante”, afirmou. 

Para Jaime, essas duas principais tendências, a do populismo e do crescimento vertiginoso da China, são aspectos que modelam o mundo no século XXI e são também os dois vetores mais marcantes do mundo atual. Spistzcovsck, que já viveu na China e que é um estudioso da movimentação daquele país, destacou também a questão da guerra comercial com os Estados Unidos. 

“A guerra comercial China e Estados Unidos, iniciada por Trump, tem um significado muito profundo e uma possibilidade de impactar 2019 de uma maneira dramática. Vamos lembrar que no encontro do G-20, recentemente, Trump anunciou uma trégua nessa guerra com os chineses. Ele havia prometido aumentar de 10 para 25% as tarifas sobre o pacote de produtos que os Estados Unidos compram da China. Ele anunciou uma trégua e disse que não vai aplicar essas novas tarifas a partir de 1 de janeiro por um período de 90 dias para negociar com os chineses, como diz Trump, uma fórmula mais equilibrada do comércio entre esses dois gigantes do mundo.”

Ele alerta sobre os perigos de não se chegar a um entendimento nessa questão comercial entre os Estados Unidos e a China, o que provocaria reflexos negativos na economia global. Segundo diz, um estremecimento entre esses dois países líderes teria um efeito dominó em todo o mundo com a desaceleração do comércio e queda na economia de todos os países. 

Em sua conversa, os dois jornalistas ainda trataram da guerra da Síria, de problemas do Oriente Médio, dos protestos que o presidente Macron enfrenta na França, da nova postura de alinhamento do Brasil com os Estados Unidos e de outros pontos da política internacional.




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