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TV Brasil apresenta "O Corintiano" na sessão Cine Mazzaropi deste sábado

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O que um torcedor fanático é capaz de fazer pelo seu time do coração? A comédia "O Corintiano" (1966) revela as loucuras que um fã do time paulista comete em divertida trama de humor. A TV Brasil exibe o filme neste sábado (12), às 16h, na faixa Cine Mazzaropi, sessão da emissora pública dedicada às produções cinematográficas do ilustre humorista brasileiro.

Em clima de pré-temporada do futebol brasileiro, quando os clubes ainda estão contratando jogadores e voltando de férias para iniciar os treinos, em ano de Copa América no Brasil e de Copa do Mundo de Futebol Feminino, o longa nacional promete esquentar as torcidas de norte a sul do país.

Amácio Mazzaropi até hoje é considerado um dos maiores atores do país. Perspicaz, ele utilizou da figura do "Jeca" para fazer rir. A filmografia do comediante reúne mais de 30 longas em que ele atuou e alguns também dirigiu.

Na trama de "O Corintiano", o saudoso ator Amácio Mazzaropi interpreta "Seu" Manuel, um barbeiro que é torcedor fanático do Corinthians. Ele é capaz das maiores loucuras para torcer pelo seu time do coração. Obcecado pelo "Timão", o protagonista vive se envolvendo em problemas com os vizinhos e a família por conta de sua paixão descontrolada pela equipe paulista.

Com cenas hilárias, a produção mostra "Seu" Manuel aprontando mil e uma situações. Entre as confusões criadas pelo personagem estão andar com um burro preto e branco, bater boca com torcedores de times rivais, fazer promessas malucas e orações, passar por sofrimentos, xingar na arquibancada e até comprar todos os jornais das bancas quando seu time perde.

Realizado em preto e branco, o longa inclui cenas de jogos reais do Corinthians, nas quais aparecem atletas como Roberto Rivellino e Dino Sani, entre outros. As locações das filmagens foram o Estádio do Pacaembu, em São Paulo, e a Fazenda Santa, em Taubaté. Além disso, a comédia exibida pela TV Brasil contou com a participação especial de Elisa Alves do Nascimento, a torcedora-símbolo do Corinthians.

Trajetória de sucesso com clássicos de humor na telonas

Ícone da sétima arte no país, o saudoso comediante Amácio Mazzaropi até hoje é considerado um dos maiores atores brasileiros. Com tramas simples e um humor singelo, ele utilizou da figura do "Jeca" para fazer rir em produções que se tornaram clássicos da cinematografia nacional.

A trajetória do ator e diretor contempla 32 filmes realizados entre 1952 e 1980. Em muitos deles, além de atuar, Mazzaropi desempenhou funções como produtor, roteirista e até cineasta, assinando sozinho a direção da obra ou colaborando com outro diretor.

Mazzaropi chegou a atrair mais de oito milhões de espectadores em um único longa-metragem. Ele deu vida ao imortal e carismático estereótipo do homem do campo. Jeca, seu personagem, caipira e ingênuo, mas com doses de malícia, conquistou a simpatia das massas populares, que garantiam as sessões lotadas em todos os seus filmes.

A estreia de Amácio Mazzaropi nas telonas foi em "Sai da frente" (1952), no papel de Isidoro, um motorista de caminhão que deixa o carro desgovernado em plena cidade de São Paulo. A partir daí seguiu caminhando em pequenas, médias e grandes apresentaçõesconsolidando seu nome no cinema brasileiro, além de programas de televisão e nos palcos do teatro.

Em 1958, Mazzaropi funda a PAM Filmes (Produções Amácio Mazzaropi), em modernos estúdios em Taubaté, e lá realizou 23 longas-metragens. Os maiores sucessos foram "Jeca Tatu" (1959) e "Casinha pequenina" (1963), ambos contabilizando oito milhões de pagantes cada.

O último trabalho do saudoso comediante no cinema foi "O Jeca e a Égua Milagrosa", de 1980. No ano seguinte, o artista morreu aos 69 anos, vítima de um câncer na medula antes de concluir a obra "Maria Tromba Homem", filme que ficou inacabado.