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Caminhos da Reportagem de terça investiga a agricultura urbana enquanto tendência mundial

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Divulgação TV Brasil
O Caminhos da Reportagem que a TV Brasil exibe às 22h30 de terça-feira (30), mostra os rumos da chamada agricultura urbana, desenvolvida no interior das cidades e em seu entorno, bem próxima aos centros consumidores, com o propósito de reduzir emissões de poluentes, gastos com transporte e desperdício. A prática tem como um de seus desdobramentos mais importantes a possibilidade de geração de renda.

Com mais da metade da população mundial vivendo em cidades, a produção sustentável de alimentos tornou-se um desafio. O ritmo acelerado de consumo nos aproxima perigosamente do limite de recursos naturais do planeta.

A agricultura urbana pode facilitar o acesso de todos a um alimento saudável e de qualidade. Segundo a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), já existem cerca de 800 milhões de pessoas envolvidas com a atividade em todo o mundo.

Em São Paulo, o Caminhos da Reportagem conversa com a ONG Cidades Sem Fome, que atua nas áreas mais vulneráveis da metrópole. Segundo o presidente da instituição, Hans Dieter, as hortas comunitárias têm um tripé de objetivos: “Utilizar o espaço urbano que não está sendo usado para nenhum fim específico, transformá-lo em polo de produção de alimentos e gerar oportunidade de trabalho e renda para a população.”

A lógica é produzir mais com menos. “Você utiliza recursos locais, pequenos espaços, usando menos água, menos espaço”, explica o representante da FAO no Brasil, Gustavo Chianca.

No Rio de Janeiro, a Fiocruz Mata Atlântica aplica o conceito em projetos como o Quintais Produtivos, na zona Oeste da cidade. Moradores do bairro de Jacarepaguá foram incentivados a transformar o espaço livre de suas casas em pequenas hortas e hoje comercializam o excedente da produção.

Outra frente de ação da instituição é a educação ambiental. No Colégio Estadual Brigadeiro Schort, também no Rio, uma área usada para descarte de materiais ganhou nova vida com a plantação de espécies alimentícias. Desde então, ficou mais fácil ensinar aos alunos o valor da sustentabilidade.