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Programa Especial discute futebol para surdos e arbitragem neste sábado na TV Brasil

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Divulgação TV Brasil 
No dia do início da Copa do Mundo de Futebol Feminino, na semana que antecede o começo da Copa América, no Brasil, o Programa Especial aborda esse esporte que é paixão nacional na edição inédita que vai ao ar sábado (8), às 12h30, na TV Brasil.

A repórter Fernanda Honorato entrevista o árbitro Alexandre Vargas que fala sobre a profissão e o amor pelo futebol. O convidado recorda sua trajetória no esporte e comenta a experiência dentro de campo.

A equipe do Programa Especial também acompanha um treino do time de futsal da Associação Valorizando as Diferenças (AVD) que é formada por atletas surdos. Os jogadores contam como é a adaptação da arbitragem durante os jogos, explicam de que forma disputam contra atletas ouvintes e como é a comunicação entre eles, dentro da quadra, durante uma partida.

Essa edição também faz uma visita ao Museu da Seleção Brasileira que fica no Rio de Janeiro. Acessível para pessoas com deficiência, o espaço cultural proporciona uma série de atividades inclusivas para todos os públicos.

O árbitro Alexandre Vargas analisa as dificuldades e as curiosidades do trabalho. "Apitar jogo realmente tem suas dificuldades, mas é uma profissão, entre aspas, muito bonita. Para quem gosta de futebol, viver aquilo e participar do espetáculo é ótimo, imagina, então, dirigi-lo", sugere.

Ele destaca a importância da preparação física. "A gente tem que ter muita perseverança e foco. Também temos que treinar muito, principalmente, fisicamente", afirma Alexandre Vargas que dá dicas de arbitragem para Fernanda Honorato.

Agora com 30 anos, o árbitro começou a apitar partidas de futebol infantil aos 18. Hoje, ele faz parte do quadro de árbitros da Confederação Brasileira de Futebol e participa dos jogos profissionais do Campeonato Carioca, da Copa do Brasil e também das séries A, B, C e D do Brasileirão.

Técnico de uma equipe de futsal de surdos, Eduardo Duarte fundou a Associação Valorizando as Diferenças. Ele fala sobre o trabalho e na entidade e revela como se dá a interação entre os atletas.

"A nossa comunicação no futsal dos surdos se dá através de LIBRAS. Eles se comunicam e também me ajudam quando alguém não assimila o que estou tentando passar, porque automaticamente, como técnico, a gente fica tenso e nem sempre consegue realmente reproduzir a informação que deseja", reflete.

O quadro com a dica sobre o Museu Seleção Brasileira conta com a participação do monitor Daniel Carvalho que fala sobre a acessibilidade e as atividades inclusivas que o museu oferece para os interessados.

"Nosso museu tem 1.200 metros quadrados e conta mais de cem anos de história da seleção brasileira. O espaço é organizado com atrações interativas e peças reais, como troféus e camisas de jogadores. Também disponibiliza vídeos, fotos, narrações de rádio, um pouquinho de tudo sobre a nossa seleção", enumera o jovem.