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Ministra Damares Alves é a entrevistada do Impressões desta terça na TV Brasil

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Divulgação TV Brasil
A ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves, conversa com a jornalista Roseann Kennedy no programa Impressões, exibido na TV Brasil nesta terça (06), às 23h. Damares afirma que “estamos diante do caos, da epidemia de suicídios” e que o Brasil pode ficar impressionado quando tiver números atualizados do problema.

“É possível que a gente se assuste. Que a gente esteja entre os cinco primeiros no mundo em suicídio e automutilação”, avalia a ministra. Durante a entrevista – que também pode ser acompanhada no aplicativo EBC Play – Damares ressalta, ainda, que há um fenômeno dessas ocorrências entre crianças.

“Nós temos registro de crianças de seis anos, no Brasil, que se suicidaram. A menina mais jovem que conversou comigo, que estava se automutilando e querendo se matar, tinha sete anos de idade”, revela. Os casos também são cada vez mais comuns entre os jovens.

A ministra faz um apelo: “Todos que estão se autoflagelando e que estão tentando o suicídio falam que estão com dor na alma. E a gente não pode subestimar isso. Não subestime e, por favor, não recrimine. Não use essa frase ‘é frescura, quer se aparecer’. Não é! Essa geração está em profundo sofrimento. Nós vamos ter que entender, saber o que está causando esse sofrimento. Essa geração não sabe lidar com conflitos”.

Damares diz que enfrentar esse tema é um desafio da humanidade e que o Brasil já amarga números absurdos. A ministra cita que, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), o país já é o oitavo no mundo, mas que o relatório é de um período em que havia subnotificação. Com a nova legislação, sancionada este ano no Brasil, será obrigatório informar suicídio, tentativa e o resultado de investigação criminal que ao final comprove que a pessoa optou pela própria morte. A automutilação também terá de ser registrada.

Ela diz à Roseann que o Ministério focou nas orientações estabelecidas pela OMS para falar sobre o assunto, para não haver risco de efeito contágio. “Vamos ter que fazer uma revisão de valores, ir para a escola, conversar com os pais, trazer todo mundo para esse debate. Temos que ter muito cuidado e delicadeza para falar. Obedecer aos protocolos. Nós precisamos começar a falar com os líderes religiosos que a oração é importante, a fé nesse processo é importante, mas a gente também está diante de uma questão de saúde mental”, alerta Damares.

Segundo ela, já há uma parceria com a Associação Brasileira de Psiquiatria para os profissionais de saúde fazerem tutoriais para o Ministério e a pasta treinar jornalistas, blogueiros, professores, conselheiros tutelares e líderes religiosos.