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Série da TV Brasil termina primeira temporada com edição no Forte Gragoatá

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Divulgação TV Brasil
A TV Brasil encerra a temporada de estreia da série documental Fortes do Brasil nesta sexta (10), às 21h, com o sétimo e último episódio da produção que visita o Forte de São Domingos de Gragoatá.

Realizada pela equipe da emissora pública, a série utiliza material de acervo, imagens aéreas e gravações inéditas. O programa Fortes do Brasil apresenta entrevistas com estudiosos e pesquisadores que resgatam episódios associados a fortalezas e a eventos históricos que marcaram a memória do país.

Com ampla visão da Baía de Guanabara, a construção mais conhecida como Forte Gragoatá fica localizada na orla da Zona Sul de Niterói, município da Região Metropolitana do Rio de Janeiro.

A fortificação é citada por historiadores como a segunda fortaleza mais antiga da região. Patrimônio da cidade, o Forte Gragoatá está intimamente relacionado ao passado e à identidade de Niterói. Com sólidas muralhas que se estendem sobre o lado do mar, a contrução tem um traçado poligonal irregular por causa do terreno em que se assenta.

Do lado da praia, era encravado numa formação rochosa. Em 1909, teve seus limites modificados, com a demolição dessa rocha. Com muros brancos e sólidos, as guaritas ficam no ponto mais elevado da rocha, como que penduradas sobre o mar.

Perspectiva histórica

Construída entre o final do século XVII e o início do século XVIII, a fortificação é um dos principais monumentos na Zona Sul da cidade. Por sua posição estratégica em um recanto próximo à entrada da Baía de Guanabara, o Forte Gragoatá foi conservado sem regularidade, sendo artilhado e desartilhado de acordo com a ocasião.

Na época do ataque de corsários ao Rio de Janeiro em 1711, a fortaleza estava desartilhada e por isso não ofereceu resistência. Reconstruído cerca de um século após sua inauguração, por ordem do Marquês do Lavradio, a fortaleza foi desativada em 1831, voltando a ser ampliada e rearmada em 1863.

O forte teve importante participação na Revolta da Armada, impedindo o desembarque das forças rebeladas na enseada do Gragoatá. Os seus dias de glória aconteceram durante essa disputa em 1893, um dos conflitos mais completos da República no Brasil.

Naquela oportunidade, o Batalhão Acadêmico, um dos que se formou para defender Floriano Peixoto, resistiu atrás de suas muralhas aos bombardeios do cruzador Tamandaré e do encouraçado Aquidabã.

O Forte Gragoatá ajudou Niterói a receber a denominação de Cidade Invicta. Em homenagem a este feito, o espaço passou a ter a designação forma de Forte Batalhão Acadêmico.