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Impressões: Marco Antonio La Porta, vice-presidente do COB, banca Jogos Olímpicos no Japão este ano

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Divulgação TV Brasil
Em novo dia e horário na TV Brasil, às quartas, às 23h, o programa Impressões analisa os preparativos da delegação brasileira para disputar as competições dos Jogos Olímpicos deste ano, entre julho e agosto, no Japão.

A produção jornalística recebe Marco Antonio La Porta, vice-presidente do Comitê Olímpico Brasileiro (COB) e chefe da missão do Time Brasil em Tóquio, para uma entrevista com a jornalista Katiuscia Neri nesta quarta (18). O conteúdo também pode ser conferido no aplicativo EBC Play.

Ele conta como a equipe verde-amarela está se preparando para o evento. "A gente conta com a torcida de todos. Nossos atletas estão muito bem preparados e animados", afirma La Porta sobre os Jogos Olímpicos. O dirigente descarta a possibilidade de cancelamento das competições.

O convidado comenta toda a estrutura de apoio montada tanto em território nacional quanto em Tóquio. O dirigente aborda os preparativos que ocorrem em meio a pandemia do coronavírus que têm levado autoridades em diversos países a suspender eventos esportivos.

La Porta admite que o cenário tem prejudicado atletas que não podem disputar competições que serviriam como treinamento e até classificação para os Jogos Olímpicos. Mas, mantendo contato permanente com o Comitê Olímpico Internacional (COI) e com o comitê preparatório do Japão, o chefe da missão brasileira aposta na manutenção das Olimpíadas deste ano.

"A sinalização deles é de absoluta tranquilidade da realização dos Jogos, com a data prevista começando em 24 de julho e terminando em 9 de agosto. A ideia é que o pico do problema já passou. Não estão trabalhando nem com medidas restritivas", afirma.

O Brasil deve chegar aos Jogos Olímpicos de Tóquio com mais de 280 atletas. A estimativa do COB deve se confirmar em meados de junho, poucos dias antes do embarque da delegação para o Japão. Isto, porque algumas modalidades ainda precisam passar por disputas classificatórias.

A meta, segundo La Porta, é manter o Brasil no patamar conquistado nos Jogos do Rio, quando a equipe teve o melhor resultado da história em Olimpíadas. Os brasileiros ficaram em 13º lugar no quadro de medalhas, com 19 posições nos pódiuns, sendo sete medalhas de ouro.

"A gente acredita que possa, se não superar o resultado do Rio, chegar muito próximo. Fizemos 17 [medalhas] em Londres e 19 no Rio. Se passar de 20, ótimo. A gente vai realmente ter atingido um objetivo que só a Grã Bretanha atingiu: depois de organizar os Jogos, conseguir um resultado melhor nos jogos seguintes, fora de casa", diz.

Para garantir a meta, um trabalho intenso de preparação, tanto de atletas, quanto do quadro técnico, vem sendo feito desde o anúncio de Tóquio como sede das próximas disputas. Atualmente, 177 atletas estão classificados. O COB tem buscado garantir as condições para que este grupo continue treinando para o Japão, além de apoiar as equipes que ainda precisam garantir vagas.

"Fizemos um estudo e os piores resultados do Brasil em Jogos Olímpicos foram em Jogos realizados na Ásia e na Oceania. Principalmente por causa da questão do fuso horário, da alimentação e do deslocamento. A gente tentou minimizar esses desafios", afirma.

Em conversa com a jornalista Katiuscia Neri, La Porta detalha as medidas que incluem o treinamento de cozinheiros japoneses para o preparo de comida tipicamente brasileira até a construção de nove bases de aclimatação para as equipes chegarem antes do previsto e se acostumarem com a diferença de horas entre os países.

"Tudo o que a gente tentou foi minimizar o impacto para o atleta. Ele vai conseguir chegar no dia [da competição] bem alimentado, com tudo o que ele gosta de comer, adaptado ao fuso", explica o dirigente do comitê nacional.

Enquanto atletas de todo o mundo só podem entrar na vila olímpica no Japão de cinco a sete dias antes da primeira competição, a equipe brasileira poderá chegar, no mínimo, 10 dias antes, ficando em uma das bases montadas pelo COB.

Para o dirigente, isto vai garantir mais tempo para se adaptarem ao cenário dos Jogos. "Ele vai ter toda a estrutura de treinamento, com fisioterapeuta, massagista, treinador e vai ter alimentação brasileira", descreveu La Porta.

Novas modalidades

O Brasil tem medalhas em 16 modalidades olímpicas tradicionais. Este ano, com a entrada de novas modalidades - surf, skate, escalada, karatê e o baiseball – a participação brasileira nos pódiuns pode ser ampliada.

"Temos algumas modalidades que costumamos chamar de modalidades contribuintes do quadro de medalhas. São aquelas modalidades que nunca falham com a gente - volei, vela, judô e natação, que constantemente vão ganhando medalhas. Com a entrada do surf e do skate a gente deve ter mais duas modalidades acrescentadas à esta lista de modalidades contribuintes", indica.

No surf, Gabriel Medina e Ítalo Ferreira são as grandes apostas, mas o país também espera boas surpresas no karatê. Entre as conquistas tradicionais, a expectativa recai sobre disputas como a do futebol masculino que vai tentar manter o título olímpico conquistado no Rio.