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Nutricionista dá dicas de alimentação saudável no Impressões desta quarta na TV Brasil

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Divulgação TV Brasil
O nutricionista Bruno Rua faz alertas e traz recomendações para uma alimentação equilibrada com o objetivo de fortalecer o organismo em tempos de quarentena na entrevista para a jornalista Katiuscia Neri no programa Impressões desta quarta (8), às 23h, na TV Brasil.

Durante a conversa, o especialista destaca que comer mal e demais durante o período de distanciamento social pode trazer problemas à saúde mais sérios do que apenas a questão da aparência. O papo sobre refeição saudável também pode ser acompanhado no aplicativo EBC Play.

Isoladas, dentro de casa, muitas pessoas sozinhas e famílias inteiras podem incorrer no erro de alimentar-se em excesso. O problema dessa prática que pode acabar se tornando um hábito ruim vai além da perspectiva estética.

O acúmulo de gordura pode resultar em doenças graves para além do simples ganho de peso. "Uma vez instalado o quadro de obesidade, você tem uma maior incidência de doenças como hipertensão, diabetes, alguns tipos de câncer e doenças respiratórias crônicas", enumera.

O nutricionista elenca dados do Ministério da Saúde segundo os quais 55% dos brasileiros estão em condição de excesso de peso, enquanto 20% estão em situação de obesidade. "Outro dado que é muito importante é que mais de 70% dos óbitos no Brasil estão relacionados a este tipo de doença", alerta.

Bruno comenta que não é o momento de dietas extremamente restritivas. O especialista afirma que toda vez que o organismo entra em restrição calórica, tende a produzir mais cortisol. "É um hormônio e o excesso desse hormônio tende a reduzir o sistema imunológico", explica.

No diálogo com a jornalista Katiuscia Neri, ele reforça o conceito de refeição saudável. Por esse princípio, as pessoas devem buscar alimentos que ofereçam variedade de nutrientes, como vitaminas e minerais, em quantidades suficientes, sem exageros, e de forma segura, higienizando esses itens.

"A alimentação saudável é aquela que permite o organismo funcionar de forma adequada, com o sistema imunológico atuando de forma que a pessoa não adoeça com facilidade e, no caso de adoecer, que ela se recupere da melhor forma possível", avalia o convidado.

Para quem não tem um profissional à disposição para montar um cardápio equilibrado, Bruno oferece, ao longo do programa, diversas orientações. Uma das principais é organizar as refeições em cinco vezes ao dia: café da manhã, lanche, almoço, outro lanche e o jantar.

"O primeiro passo é fazer o fracionamento adequado das refeições. O segundo passo é comer bastante salada porque o valor calórico dos vegetais é bastante baixo. O das frutas também é baixo. Você deve dividir isso de forma que você tenha um volume considerável de comida com valor calórico baixo", sugere.

Outra dica de ouro que o nutricionista revela no Impressões é a inserção de proteínas em todas as refeições. "A proteína proporciona a saciedade. Uma vez que não sente fome você evitar ficar pensando em comida e não come o dia inteiro", diz.

Para os idosos, mais vulneráveis aos sintomas do Covid-19, Bruno esclarece que é difícil uma mudança de hábitos abrupta. Mas, segundo ele, é preciso persistir na tentativa de fazer com que os mais velhos se alimentem melhor.

Uma das dicas é oferecer pratos de mais fácil consumo, como carne moída no lugar de bifes, e frango desfiado, no lugar do filé. "Acho que uma boa opção também é fazer suplementação com multivitamínico, vitamina C e zinco", acrescenta.

Bruno explica ainda que a relação das pessoas com a comida está muito associada a questões emocionais. No cenário de incertezas econômicas e de saúde, é natural que muitos compensem o stress dando garfadas além da conta e recorrendo a alimentos pouco nutritivos.

"Alguns alimentos têm nutrientes que facilitam a produção de neurotransmissores que são responsáveis pela nossa felicidade. O cacau é um deles. Algumas oleaginosas também têm essa característica. Quando as pessoas buscam chocolate, a sensação de bem-estar está relacionada à produção desses neurotransmissores", diz, lembrando que é preciso atenção e esforço para não sair dos trilhos.