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Uma doce lembrança para matar a saudade do futebol no Domingo de Páscoa

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Divulgação
O texto que começa agora tem um desafio peculiar. Como se fosse a máquina do tempo, ele precisa fazer 30 de junho de 2002 voltar a ser o presente. A data em que, por volta das 8h (de Brasília), Brasil e Alemanha começavam a decidir, em Yokohama, no Japão, quem levaria a 17ª Copa do Mundo. Dois dos maiores campeões se encontravam na final pela primeira vez. E Galvão Bueno narrava, com uma emoção incólume ao tempo. Aquele dia tão especial para os brasileiros já nasceu com a certeza de que seria para sempre. Quem viu sabe onde estava e com quem estava. E quem não era nascido, certamente já ouviu falar dele em algum momento. Neste Domingo de Páscoa, quase 18 anos depois, será possível matar a saudade não só daquele jogo, mas dos domingos de futebol na Globo. No horário tradicional, logo depois de 'Temperatura Máxima', começa a viagem a um mundo que era bem diferente do atual. Melhor ou pior, é difícil classificar, mas foi nele que a seleção brasileira, com uma vitória por 2 a 0 incontestável, sagrou-se pentacampeã mundial.
 
Antes da narração original da decisão, Cleber Machado e Casagrande se encontram para comandar um pré-jogo especial, de 15 minutos, com a participação de ilustres convidados. Dos campeões do mundo, o técnico Luiz Felipe Scolari, ou simplesmente Felipão; o capitão Cafu, o volante Vampeta e o meia Kaká. Todos por vídeo, afinal, se em 2002 era impossível imaginar o mundo desta forma, hoje o distanciamento social é necessário por conta da pandemia de coronavírus. Também vão marcar presença os comentaristas Falcão e Arnaldo Cezar Coelho, que estavam com Galvão Bueno e Casagrande na cabine transmitindo aquela final. 
 
“Todo profissional de comunicação que trabalha com futebol sonha em ir a uma Copa. Eu já fui a 12. E delas, o Brasil ganhou duas. Entrou para a história com a minha narração, com a minha voz. São meus grandes momentos profissionais em 46 anos de carreira. O maior prêmio que eu poderia ter recebido. É um presente divino”, diz Galvão Bueno.
 
Na época, o Big Brother Brasil estava na segunda edição, vencida pelo treinador de cavalos Rodrigo Cowboy. A novela 'O Clone', sucesso até hoje, deu lugar a 'Esperança' durante a Copa. E lá em Nova Venécia, no interior do Espírito Santo, o menino Richarlison, com apenas 5 anos, adotava um corte de cabelo inusitado, apelidado de Cascão, que conquistou o mundo. Agora um jogador de seleção brasileira, o atacante vai reviver o visual um tanto quanto esquisito, mas cheio de carisma de Ronaldo Fenômeno: em vídeo que será exibido ao longo da transmissão, vai homenagear o ídolo, artilheiro da competição com 8 gols e destaque da campanha brasileira.
 
Também é difícil não associar àquela cobertura da Globo a Fátima Bernardes. Hoje apresentadora do 'Encontro', ela acompanhou cada passo da seleção brasileira na Copa. Os três jogos iniciais na Coreia do Sul, e os quatro últimos da fase eliminatória, no Japão. Estava dentro do ônibus da delegação depois da final, mostrando como atletas e comissão técnica comemoraram a conquista do penta. "Imagina que alegria você poder, logo depois da final, conversar com todos os jogadores? Dava para perceber nas imagens dentro daquele ônibus o quanto eu estava feliz", recorda a apresentadora, que também vai participar da transmissão, logo após o apito final, para relembrar a festa daquele título histórico.
 
Para quem gosta não só do futebol, mas de uma boa recordação, vale a pena reviver este dia. Foi especial, reuniu famílias e foi doce, assim como merece ser o Domingo de Páscoa.
 
GALVÃO BUENO
 
- Qual a lembrança mais marcante que você guarda de 30 de junho de 2002?  
Vamos tirar o jogo dessa história. Eu guardo dois momentos. Um é a chegada no estádio. Quando se chega para uma final do Brasil em Copa do Mundo, e eu fui a três seguidas, a perna treme um pouco, dá um arrepio, você começa a pensar em tudo que fez ao longo da carreira. É uma responsabilidade muito grande transmitir para dezenas de milhões de pessoas. O segundo, após conquista do título. E este teve um detalhe especial. A Globo tinha um estúdio perto do estádio, onde eu e Fátima Bernardes apresentamos um programa logo depois do jogo. Todos os jogadores foram lá com os instrumentos, tocaram um samba conosco. Foi um momento absolutamente inesquecível.
 
- Como vai ser rever uma narração completa de um jogo seu quase 18 anos depois? 
Eu já revi algumas narrações completas minhas, mas essa é especial. Vou contar um segredo. Toda vez que escuto uma narração completa minha eu sempre acho algum tipo de defeito. Mas vou curtir muito ver novamente essa narração do pentacampeonato, um jogo tão especial na minha carreira.