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Keyla passa mal e é levada às pressas para o hospital em 'Malhação: Viva a Diferença'

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Divulgação Globo/Raquel Cunha
São poucas as mulheres que nunca se sentiram inseguras com o próprio corpo. Depois da maternidade, as inseguranças podem ganhar ainda mais força e, consequentemente, a autocobrança com a boa forma se torna muito maior. É o que acontece com Keyla (Gabriela Medvedovski), em 'Malhação: Viva a Diferença', que na busca pelo suposto "corpo ideal" acaba ingerindo pílulas na tentativa de emagrecer.  
Sem qualquer orientação médica e sem conhecer a origem dos comprimidos, ela insiste em fazer uso das pílulas, apesar das inúmeras tentativas de Tato (Matheus Cabral) para tirar essa ideia maluca da cabeça da amada. A teimosia é grande e, no momento, Keyla está focada em promover a próxima festa no galpão.  
Desde o sucesso que foi a Balada do Bebê que Roney (Lúcio Mauro Filho) vem pensando em um novo evento para movimentar o local. Mas o orçamento apertado tem adiado seus planos, até que Keyla encontra um baú de recordações do pai. A descoberta é empolgante e ela logo define o tema: a Balada dos Anos 80. 
A festa, que vai ao ar a partir de segunda-feira, dia 18, não reserva apenas alegrias aos convidados. No meio dos embalos da noite, Keyla passa mal e precisa ser levada às pressas para o hospital, para o desespero de Tato e Roney. 
Malhação: Viva a Diferença’ tem autoria de Cao Hamburger e direção artística de Paulo Silvestrini e vai ao ar logo após o ‘Vale a Pena Ver de Novo’. 

Entrevista com Gabriela Medvedovski:  
Fale um pouco sobre a questão do corpo para a Keyla e como isso interfere na relação dela com o Tato.
A Keyla sofre uma pressão estética que é consequência dos padrões impostos pela sociedade e acredito que isso é reflexo de uma sociedade e estrutura machista. Estamos tentando acabar com isso, mas ainda temos um longo caminho pela frente. Em se tratando do inconsciente coletivo, ainda é comum que uma menina cresça acreditando que para ela ser uma mulher socialmente aceitável, ela tem que ser feminina, delicada, educada, recatada, dentre muitos outros requisitos.  É visível pra mim que a Keyla reproduz esse comportamento em busca de ser uma mãe perfeita, uma namorada perfeita e que seja “apresentável” para o seu namorado e todos ao seu redor. Ela não busca estar só bem consigo mesma, mas também estar bem para o Tato, que não tem nada a ver com isso. Ele, inclusive, tenta fazer ela enxergar que o que importa para ele vai muito além do corpo.
Qual importância de tratar esse assunto para a televisão? 
Ter esse tema abordado na televisão é importante porque funciona como mais um canal de informação para o público. Muitas vezes as pessoas banalizam, relativizam essas pressões estéticas ou até não conseguem identificá-las, porque são muito normais no nosso dia a dia. Quando um programa de televisão mostra que uma adolescente consegue ter autoestima para se aceitar do jeito que ela é, isso dá força para outras meninas seguirem seus caminhos nessa direção. 
Como você enxerga a ditadura da beleza atualmente? 
A sensação que eu tenho é que é uma ditadura do inatingível, de um mundo que está sempre insatisfeito e que quer se manter assim. Afinal, se em algum momento todos se aceitassem, a discussão acabaria. Acho que o espaço para o debate vem crescendo, que as pessoas estão buscando conteúdo e refletindo também sobre o tipo de influência que elas querem para as suas vidas. O próprio papel dos influenciadores digitais está sendo repensado e acho que entendemos que estamos à distância de um clique do que é bom e do que é ruim, basta escolher o que queremos seguir. 
 Você acha que a cobrança com o peso tem diminuído nos últimos tempos? 
Infelizmente, não. Durante a quarentena, tenho visto diariamente uma enxurrada de conteúdo incentivando a atividade física, que é muito importante sim para a saúde, mas não fica claro pra mim se esses conteúdos são feitos em preocupação com a saúde ou em manter o “padrão”. Me questiono até se existe um padrão. Afinal, muitas pessoas que são magras, e, teoricamente, se encaixariam nesse grupo, sofrem com questionamentos sobre sua saúde, ou mesmo não se aceitam e não se sentem bem nos seus corpos. Acho que sim, o importante é cuidar da saúde física e mental, buscando maneiras de se conectar com você e seu corpo, e entender que estética não é necessariamente saúde.