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As curiosidades das gravações da série Diário de um Confinado

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Divulgação Globo
Alguns dias com disposição, outros nem tanto. Uma montanha-russa de sentimentos, com pitadas de melancolia, paranoias, incertezas. E um tanto de situações tragicômicas que surgem neste novo cotidiano em que ficar trancado em casa é estratégia de sobrevivência. Os dias de Murilo, personagem criado e interpretado por Bruno Mazzeo em ‘Diário de um Confinado’ mais parecem um encadeamento de ações previsíveis e repetitivas. A série multiplataforma – que estreou na sexta-feira (26) no Globoplay, ganha seis novos episódios na plataforma nesta sexta, dia 03, chega à Globo neste sábado, 4 de julho, e, a partir do dia 6 será exibida no Multishow, contando ainda com pílulas no GNT ao longo de julho – é uma crônica sobre o dia a dia de um cidadão que de repente se vê obrigado a tocar a vida dentro de seu apartamento. O projeto foi idealizado pela diretora artística Joana Jabace ao lado do marido, Bruno Mazzeo, e gravado no apartamento do casal, no Rio de Janeiro, com produção e participações remotas.
 
Para a produção, foi montada uma equipe multidisciplinar que conceituou e pré-produziu a série à distância. “Assistente de direção, produção de arte, montador, pós-produção, figurino, efeito especial. Todos os departamentos foram participando cada um de sua casa. Entramos de cabeça nesse desafio imbuídos de fazer dar certo e nos reinventarmos”, explica Joana. Bruno complementa: “foi uma novidade desafiadora, desde a prova de figurino por chamada de vídeo até o gravar e editar em casa. Adaptamos nosso apartamento e, ao mesmo tempo, fomos mexendo no texto para que coisas que já tínhamos fossem utilizadas. Normalmente, um cenário é construído de acordo com a necessidade do texto. Dessa vez foi o contrário. Mas todos os desafios todos tornaram o trabalho ainda mais prazeroso”, fala Mazzeo. Desde a apresentação do projeto até o lançamento da série, tudo foi feito em um mês e meio, aproximadamente.
 
Didi Maakaroun, produtora de arte de ‘Diário de um Confinado’, conta que foram enviados para o apartamento do casal cerca de 230 objetos cenográficos, sempre seguindo os protocolos de segurança da emissora. “Tivemos apenas uma semana de pré-produção, bem diferente de como estávamos acostumados. Levamos bastante vivência, vários objetos. A casa deles é bem clean e nós queríamos um ambiente mais pesado, mais bagunçado, de um cara largado. Demos uma entulhada, uma desorganizada na sala da Joana, que se transformou no loft do Murilo. Transformamos o sofá num sofá cama, providenciamos uma mesa de centro, tipo um container, para o personagem colocar sua baguncinha. Também incluímos uma mesa de escritório, uma arara de roupas, bicicleta”, enumera, contando, que antes da subida para o apartamento e montagem do 'set', tudo foi novamente higienizado.  
 
Para as participações, Didi explica que foi encontrando, junto com o elenco, um canto na casa de cada um para ser o fundo de cena. “Eles me mandavam fotos, vídeos ou a gente se falava por aplicativo de conversa. A partir desse primeiro papo, eu apresentava as possibilidades à Joana. Todos os dias, antes de começarmos a gravação, nos falávamos novamente e afinávamos tudo, posicionando alguns elementos como flores, livros, potes de mantimento, organizando uma prateleira, sugerindo que o personagem estivesse tomando um café”, relata a produtora de arte.
 
A novidade – e o desafio – da produção remota também encantou a figurinista Renata Vasconcelos. “Foi tudo muito novo, nunca tínhamos feito um trabalho assim, remotamente. O figurino requer sempre uma prova de roupa, tirar medidas, fazer ajustes, e essas coisas não aconteceram nesse projeto”, fala.  Ela conta que a prova de roupa foi toda virtual, usando aplicativos de conversa por vídeo. “Com todas as participações, trocamos uma ideia por vídeo. Eles mostravam opções para o cabelo, acessórios de vestuário. Fomos nos enquadrando: eu dizendo coisas que poderiam ser e o elenco vendo se tinha aquilo em casa. Nos adaptamos, conversamos, misturamos, foi uma explosão de criatividade”, brinca. Até mesmo para o personagem principal, Murilo, interpretado por Bruno Mazzeo, a conceituação foi remota. “Foi muito legal. Abrimos o guarda-roupas dele e fomos testando o que daria certo para o personagem. Depois disso, o Bruno fotografou peça por peça para mim. Recortei cada uma e fui montando o guarda-roupa do personagem, como naquelas brincadeiras de bonecas de papel. Desse recorte de peças, montei um plano diário de roupas para ele”, revela, destacando que o personagem fez de seis a oito trocas de roupa por dia de gravação e que os tons que prevalecem no confinamento do personagem são os de cinza, vinho e azul escuro.
 
Diário de um Confinado’ é uma criação de Joana Jabace e Bruno Mazzeo. A obra é escrita por Bruno Mazzeo, com Rosana Ferrão, Leonardo Lanna e Veronica Debom, e tem direção artística de Joana Jabace.


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