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Série da TV Brasil visita Parque Nacional das Sempre-Vivas neste domingo

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Divulgação TV Brasil
O segundo episódio inédito da nova temporada da série Parques do Brasil vai até Minas Gerais mostrar o Parque Nacional das Sempre-Vivas atração do programa deste domingo (2), às 19h, na TV Brasil. A viagem, que mostra fauna e flora típicas, pode ser vista no aplicativo EBC Play.

Criada em 2002, a Unidade de Conservação fica na Serra do Espinhaço e protege uma área de 124 mil hectares na única cordilheira brasileira e um dos lugares com mais espécies endêmicas de plantas no país e no mundo.

O Parque Nacional das Sempre-Vivas está localizado em uma região que divide as bacias hidrográficas dos rios São Francisco e Jequitinhonha, no norte do estado, a cerca de 300 quilômetros da capital Belo Horizonte.

O primeiro bloco mostra o Campo de São Domingos onda estão as sempre-vivas, nome popular de uma série de plantas que mantêm a aparência de uma planta viva mesmo depois de coletadas e secas. O episódio apresenta várias espécies como a brejeira e a pé-de-ouro, ameaçada de extinção por conta do desmatamento e da coleta excessiva.

A série revela as nascentes do córrego de São Domingos e do rio Jequitaí. A unidade protege mais de 600 nascentes que alimentam as bacias dos rios Jequitinhonha e São Francisco. Perto ou em volta desses cursos d’água encontram-se capões, plantas carnívoras, palmeiras e cactos endêmicos, além de várias espécies típicas do Cerrado, como o candombá, a candeia e o pau-de-santo.

O programa ainda acompanha o mocó, um roedor que habita os morros rochosos da cordilheira, formando verdadeiras comunidades. Outro destaque é uma lapa impressionante onde, há 4 mil anos, povos antigos registraram na rocha a fauna da região.

O documentário flagra várias espécies de mamíferos que habitam o parque como o lobo-guará, a anta, o cachorro-do-mato, o veado-catingueiro, o tamanduá-bandeira, o caititu e a raposa-do-campo, uma espécie de canídeo ameaçada que só existe no Cerrado.

O Parque também abriga enorme variedade de aves como o chopim-do-brejo, o joão-de-pau, o gavião-de-rabo-branco, o sanhaço-de-fogo, o beija-flor-de-orelha-violeta, a maitaca-verde e a gralha-cancã, entre oturas.

No Distrito de Curimataí, em Buenópolis, a série vai até a Cachoeira de Santa Rita. No alto dela, rochas antigas ainda guardam as marcas de um deserto anterior à Cordilheira. As formações rochosas do parque, algumas com mais de 1 bilhão de anos são uma grande atração.

A areia fruto da erosão dessas rochas antigas criou um ambiente singular onde habitam centenas de espécies de eriocauláceas, tornando o Parque Nacional das Sempre-Vivas uma das áreas mais importantes para a conservação dessas plantas no planeta.

Plantas de interesse para as ciências da saúde são indicadas no segundo bloco que mostra a arnica, a azulzinha, a quina-da-serra, a flor-de-veado e a camarinha. Na região conhecida como Fazenda Arrenegado, identificam-se mais plantas que estão sendo estudadas com o objetivo de encontrar novos fármacos, como o pereiro.

A viagem acompanha as corredeiras do rio Inhaí e o curso de água do rio Inhacica Grande. Já na área norte da unidade, no município de Olhos d’Água, a ideia é registrar uma espécie de sempre-viva raríssima, que depois de identificada pelo viajante-naturalista inglês George Gardner, no século XIX, ficou esquecida, até ser redescoberta no parque recentemente.

Essa edição do programa Parques do Brasil termina com uma incrível jornada para conhecer A Serra do Galho (1.525 m), ponto culminante da unidade e da região, que serve de referência para viajantes em todas as épocas.


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