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Atriz Nicette Bruno ganha tributo na TV Brasil neste sábado

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Divulgação

Grande dama do teatro e da televisão brasileira, a saudosa atriz Nicette Bruno é homenageada no Recordar é TV, atração da TV Brasil produzida a partir do conteúdo preservado no acervo da emissora pública, neste sábado (2/1), às 20h30.

O tributo resgata participações da diva nos programas Sem Censura, apresentado por Leda Nagle, em 2015, que contou com a presença da filha Beth Goulart, e Arte do Artista, conduzido por Aderbal Freire-Filho, em 2017, ambos na TV Brasil.

Aos 87 anos, Nicette Bruno tinha mais de oito décadas de carreira com uma trajetória longeva nos palcos, na televisão e nas telonas. Ela fez aproximadamente 50 peças no teatro, participou de cerca de 60 produções para a telinha e atuou em uma dezena de filmes na sétima arte.

A atriz faleceu no dia 20 de dezembro, vítima da Covid-19, após quase um mês de internação em um hospital, na Zona Sul do Rio de Janeiro. A diva da dramaturgia teve complicações por causa do coronavírus após meses em isolamento social em casa.

Com depoimentos emocionantes da artista, o especial reúne reflexões sobre a história da dramaturgia nacional. Disponível no aplicativo TV Brasil Play, a primeira edição de 2021 do programa realizado pela emissora pública tem apresentação de Clarice Basso.

Papo sobre magia teatral e família no Sem Censura

Durante a conversa com Leda Nagle, Nicette Bruno comenta a emoção de estar em cena nos palcos. "O teatro tem uma função mágica. Comigo pelo menos é assim. Às vezes estou um pouco indisposta, cansada, mas quando chego no teatro e entro no camarim começa uma transformação. É impressionante. Quando termino um espetáculo, eu estou a toda", conta.

"Sempre que termino um espetáculo, eu converso um pouco com o público. Digo que a magia do teatro possibilitou a interligação entre palco e plateia. Nós refletimos e trocamos energia juntos. É verdade, isso acontece", define Nicette na entrevista realizada em 2015 na TV Brasil.

Ao falar com a apresentadora sobre a morte do marido Paulo Goulart, a atriz comenta sua religiosidade. "Eu não acredito que a vida comece no berço e termine no túmulo. Eu acho que a vida continua. Ela apenas muda de dimensão. Todas as manhãs em minha oração e digo para ele seguir sua caminhada evolutiva enquanto eu sigo a minha aqui até nosso reencontro".

Reflexão sobre história do teatro com Aderbal

Nicette Bruno recorda a época em que fazia teatro no início de carreira em São Paulo no bate-papo com Aderbal Freire-Filho no programa Arte do Artista. Ela destaca a convivência com lendas como Maria Della Costa, Dulcina de Moraes e, principalmente seu companheiro de vida, outro gênio dos palcos, o saudoso ator Paulo Goulart.

"Eu estreei profissionalmente na companhia da Dulcina que reformulou todo o comportamento do teatro brasileiro. Ela me transmitiu consciência sobre sucesso e fracasso", destaca Nicette que ainda rende homenagens a outra personalidade das artes cênicas e da música: Bibi Ferreira.

Estrela de uma constelação de grandes nomes que já passaram pelos palcos brasileiros, a atriz conta episódios memoráveis de momentos que ajudaram a formar o teatro moderno como Paschoal Carlos Magno, Ester Leão e Jerusa Camões.

A artista menciona alguns dos principais dramaturgos que a dirigiram no teatro como Ziembinski, Turkov, Ademar Guerra e Antônio Abujamra. "Abu era muito amigo meu e de Paulo e um diretor extraordinário com quem aprendemos muito. Ele mexia tanto com nosso interior. A gente sofria muito trabalhando com ele. Era um provocador", brinca. 

Legado e trajetória artística

Nicette Bruno era viúva do galã Paulo Goulart que morreu em 2014, aos 81 anos, vítima de câncer. O casal teve três filhos que seguiram a vida artística: Beth Goulart, Bárbara Bruno e Paulo Goulart Filho.

Carismática e com uma presença em cena marcante, a atriz era muito querida pelos colegas de profissão. Nicette Bruno desempenhou papeis marcantes com personagens que se tornaram íntimos da legião de fãs que ela reuniu com seu trabalho no teatro, na tevê e no cinema.

A artista dedicou sua vida às artes e já aos 4 anos de idade estava no rádio, aos 9 no teatro e aos 14, atuava profissionalmente. Singular, Nicette Bruno demostrava versatilidade em qualquer projeto que atuava.

Pioneira, aos 18 anos fundou o Teatro Íntimo Nicette Bruno, o TINB. Esteve presente desde os primeiros passos da televisão no Brasil, veículo em que participou de muitas produções seja no elenco principal ou em participações especiais.

Despedida das telinhas

A última personagem vivida pela saudosa atriz nas telinhas foi a madre Joana nos últimos capítulos da nova versão da novela Éramos Seis que terminou em março. Nicete Bruno interpretou a protagonista Lola na primeira exibição da trama em 1977, pela TV Tupi.

Nessa última aparição na TV, ela contracenou com outras damas da televisão brasileira: Irene Ravache que fez a personagem na trama de 1994 e Glória Pires que personificou Lola na novela que foi ao ar em 2019 e 2020.


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