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Recordar é TV presta tributo à cantora Elis Regina com imagens de acervo

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Divulgação

Em homenagem à cantora Elis Regina, que faleceu há 39 anos, em 19 de janeiro de 1982, o programa Recordar é TV resgata trechos do musical "Elis vive" na edição deste sábado (16), às 20h30, na TV Brasil.

Preservada no vasto acervo mantido pela emissora pública, a produção especial foi exibida originalmente na série "Antologia da MPB", realizada pela TV Educativa do Rio de Janeiro, em 1988. A diva morreu precocemente, no auge da carreira, com apenas 36 anos de idade.

No palco do Canecão, a artista de voz e presença marcantes cantou sucessos. O repertório traz clássicos como "Águas de março", "Madalena", "Alô, alô marciano" e "Maria, Maria", entre outros hits que atravessam gerações.

O tributo intercala as performances de Elis Regina com imagens da cantora nos bastidores do show e depoimentos dos compositores Ronaldo Bôscoli, Aldir Blanc e João Bosco sobre a Pimentinha, apelido carinhoso que ela recebeu de Vinícius de Moraes.

Depoimentos

Aldir Blanc comenta como suas letras ganharam vida na voz da musa. "A Elis interpretou muitas letras minhas na hora certa. Muitas vezes você faz uma letra importante e não consegue um intérprete. A parceria estourou muito porque a Elis acreditou no trabalho dos dois, com sua força imensa de artista e divulgação".

O compositor lembra dos problemas enfrentados com a crítica. "Ela sofria bastante com o tipo de crítica que colocava o imenso poder técnico da Elis contra si mesma. Falavam que ela era muito fria, dava às interpretações uma dimensão puramente técnica e que não passava emoção", observa Blanc. "A crítica tem uma função fundamental, mas ela precisa ser isenta. A Elis sofreu bastante por falta de isenção da crítica musical no Brasil", completa.

Para Ronaldo Bôscoli, ela era incomparável. "Estranhamente até hoje, com a isenção de anos, ainda não vi uma cantora como Elis Regina no Brasil, com o potencial, poder e explosão que ela tinha", afirmou o compositor, que foi marido da diva, na entrevista de 1988.

O cantor e compositor João Bosco também comenta o trabalho da artista. "O que a Elis fez com a obra da gente foi emprestar a alma dela para o nosso repertório. Apenas o grande intérprete faz isso. É muito difícil", define.

Episódios da trajetória de Elis lembrados no programa

Em tom documental, o Recordar é TV aborda alguns dos momentos da vida e da carreira da homenageada. No início dos anos 1960, Elis Regina tornou-se a estrela do Beco das Garrafas, ponto de encontro da boemia carioca. Lá, ela conheceu Luiz Carlos Miele e Ronaldo Bôscoli, produtores com quem firmaria uma longa parceria.

Cinco anos depois, em 1965, Elis Regina consagrou-se como a grande revelação do 1º Festival Nacional de MPB, produzido pela TV Excelsior. Ela cantou "Arrastão", de Edu Lobo e Vinícius de Moraes.

Em 1974, Elis passou uma temporada em Los Angeles, nos Estados Unidos, onde gravou o célebre álbum "Elis & Tom" ao lado de Tom Jobim. Até hoje esse é considerado um dos melhores discos de música brasileira.

Já no final da década de 1970, em 1979, com a canção "O Bêbado e a Equilibrista", Elis Regina prestou homenagem a diversos exilados políticos, incluindo o sociólogo Betinho, irmão de Henfil.


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