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Quer entender como uma pandemia na ficção é semelhante à vida real? Os filmes podem te dizer

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Divulgação

Nos dias atuais – com o planeta sofrendo os horrores da pandemia Covid-19 – cada alerta de notícia soa mais fundo no inédito, seja sobre o número de contaminados e mortos, o cancelamento de grandes eventos esportivos e festas tradicionais como o carnaval, ou o fechamento de fronteiras e proibição de voos internacionais.

Mas se traçarmos um paralelo da vida real com a ficção, muitos filmes, recentes e antigos, mostram que uma praga devastadora não é tão inédita quanto alguns podem pensar. No mínimo, Hollywood tem nos preparado para este momento há décadas.

Basta olhar para “Transpacífico” (em inglês: “Pacific Liner”), lançado pela RKO Pictures em 1939, para ver o caos que ocorre quando um homem infectado com cólera embarca em um cruzeiro de luxo, em uma viagem que parte de Xangai (China) com destino a San Francisco (EUA).

A trama centraliza o conflito entre o médico (Chester Morris), que deseja implementar medidas drásticas de saneamento e quarentena para conter a doença, e o engenheiro chefe (Victor McLaglen), que se recusa a acreditar que algo invisível pode causar tanto mal.

À medida que a doença se espalha entre os trabalhadores na sala das caldeiras, os passageiros festejam nos conveses acima, intencionalmente ignorantes do caos que está por vir. Em outras palavras: os debates que estamos travando agora sobre as melhores formas de salvaguardar a saúde pública não são realmente tão novos.

Portanto, pandemias e suas consequência são assuntos explorados pela sétima arte há muito tempo, mas realmente seria bom se eles continuassem apenas inspirando as tramas hollywoodianas.

Veja mais filmes que revelam como as pandemias da ficção se assemelham à vida real

Contágio (Steven Soderbergh, 2011)

Desde o início da pandemia do novo coronavírus, o thriller “Contágio” vem alcançando o topo das listas de best-sellers de streaming digital. No drama, Mitch Emhoff (Matt Damon) vê sua família morrer de uma suposta gripe depois que sua esposa Beth Emhoff (Gwyneth Paltrow) retorna de uma viagem de negócios a Hong Kong.

Enquanto a epidemia se espalha, médicos e pesquisadores tentam identificar o vírus letal e combatê-lo com a introdução de uma vacina. O caos se instala entre pessoas comuns que lutam para sobrevier em uma sociedade que está desmoronando. As semelhanças com a situação atual são tão gritantes que incluem até a demora de alguns países para tomar medidas de prevenção. Só falta mesmo a palavra “coronavírus” no longa.

Onde assistir: Claro Net TV; HBO Go.

Pânico nas Ruas (Elia Kazan, 1950)

Mais de 60 anos antes de “Contágio”, Elia Kazan dirigiu um dos primeiros filmes epidêmicos, o assustadoramente realista “Pânico nas Ruas”. O Dr. Clint Reed (Richard Widmark), médico-legista de New Orleans (EUA), tenta reunir a identidade e a história de um cadáver. Ele conclui que a causa da morte foi infecção por peste bubônica, e não pelos tiros que o desconhecido levou de gângsters. O médico tem pouco tempo para descobrir de onde veio este imigrante, livrar a população da cidade desta doença altamente contagiosa e evitar uma possível pandemia.

Onde assistir: o filme foi lançado em DVD pela 20th Century Fox, como parte da coleção ‘Fox Film Noir’.

Epidemia (Wolfgang Petersen, 1995)

O filme “Epidemia” (em inglês: “Outbreak”), por sua vez, também ocupou o top 10 em conteúdo de streaming nos primeiros meses da pandemia Covid-19. A versão fortemente ficcional do best-seller de Richard Preston, “The Hot Zone”, fascinou os espectadores levando para as telonas uma temática parecida com a atual: uma doença originária de animais – mais precisamente de macacos – se transforma em uma epidemia que se espalha rapidamente por toda a Costa Oeste dos Estados Unidos.

O Dr. Daniels (Dustin Hoffman), ao lado de sua esposa, Dra. Robby Keough (Rene Russo), luta para descobrir um antídoto o mais rápido possível. Enquanto isso, vários colaboradores da sua equipe são infectados. Outra cena inesquecível de “Outbreak” – e preocupante – mostra várias pessoas em um cinema, rindo de uma comédia, quando alguém começa a tossir. Em uma sequência de animação, o vírus flutua no ar e pousa na boca de outros integrantes da platéia.

Onde asssitir: Youtube; Google Play.

O Enigma de Andrômeda (Robert Wise, 1971)

Filmes sobre pandemias tendem a se enquadrar em diferentes categorias, como o tipo que fornece uma descrição detalhada de como um surto real pode se espalhar, a exemplo de “Contágio”; ou os que ocorrem após uma catástrofe e sugere como podemos começar de novo; e finalmente o tipo fantástico, que usa a propagação de doenças mais como uma metáfora – pense em zumbis e alienígenas. É nesta última categoria que “O Enigma de Andrômeda” se enquadra. A adaptação do romance de ficção científica, de Michael Crichton, mostra os esforços de alguns médicos brilhantes para eliminar a ameaça de um microorganismo extraterrestre mortal, que contamina a população quando um satélite artificial cai no Novo México (EUA).

Onde assistir: NetCine.

Como você pode esperar, a experiência de assistir este filmes é um pouco diferente quando há uma pandemia real acontecendo. Não apenas as comparações se tornam mais pessoais e reais, mas você também acaba percebendo coisas que não via antes. Por outro lado há uma certa dose de otimismo – como em “Outbreak” e “Contágio” – quando uma vacina fica disponível praticamente do dia para a noite. Então, em algum momento, depois de uma tenebrosa história, as coisas finalmente melhoram.


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