Fabiana Karla media o encontro das protagonistas de 'Falas Femininas'

Divulgação Globo/Julia Rodrigues

Fabiana Karla foi convocada para descobrir o que uma slammer, uma lavradora, uma diarista, uma ambulante e um técnica de enfermagem têm em comum entre si e entre várias outras mulheres brasileiras. Ficou a cargo dela fazer a mediação do encontro das cinco protagonistas de ‘Falas Femininas’, especial do Dia Internacional da Mulher que a TV Globo exibe na próxima segunda-feira, dia 8 de março. O programa, com uma equipe majoritariamente feminina, liderada pelas diretoras Antonia Prado e Patrícia Carvalho, destaca as trajetórias inspiradoras, valoriza a potência da mulher brasileira e provoca uma conversa franca sobre alguns dos dilemas femininos da atualidade. E Fabiana ainda integrou a equipe de criação do especial. 
 
Em formato documental, a equipe acompanhou, num primeiro momento, o dia a dia de Carol Dall Farra, 26 anos, Cristiane Sueli de Oliveira, 44 anos, Gleice Araújo Silva, mais conhecida como Ruana, 29 anos, Sebastiana do Santos Oliveira, a Tina, 47 anos, e Maria Sebastiana Torres da Silva, 59 anos.  E a segunda etapa do projeto foi gravada nos Estúdios Globo, em São Paulo, em uma roda de conversa na qual Fabiana não teve problemas para deixá-las bem à vontade. 
 
Na entrevista abaixo, Fabiana Karla fala sobre a experiência de participar de ‘Falas Femininas’.
 
Qual a importância de dar voz a essas mulheres escolhidas para fazerem parte do 'Falas Femininas'?
Na verdade, não estamos dando voz a essas mulheres. Elas já têm suas vozes, mas eram caladas, silenciadas, porque não tinham vontade ou oportunidade de contar suas histórias. Eu acho que amplificar a voz dessas mulheres é de suma importância, porque vamos mostrar mulheres reais que vão gerar uma identificação com outras mulheres. Dar espaço para mulheres é sempre valioso. É sempre valioso escutar a história de uma mulher, principalmente quando essa mulher é forte, é periférica, é negra, é religiosa. E, quando começamos a escutá-las, nos reconhecemos em muitas dessas histórias, nas dores, nas vontades, nos receios, nos desejos, e isso traz sororidade, que é o que queremos mostrar. 
 
Você, além de mediar o encontro dessas mulheres, integrou a equipe de criação do 'Falas Femininas'. Como foi essa experiência? 
O convite para ser mediadora desse programa já foi incrível, me deixou realmente lisonjeada. Agora, fazer parte da base, da engrenagem, de estar com essa equipe de criação feita por mulheres é demais. Mulheres nas câmeras, nos bastidores, no figurino, na sonoplastia, na edição, até as motoristas foram mulheres. Acredito que isso tem um valor histórico e simbólico muito importante. É um programa genuinamente feminino. Há um olhar muito feminino e firme sobre tudo. É uma força tão poderosa... As pessoas têm a impressão de que mulheres juntas falando é um pouco caótico, mas não. Estamos muito felizes e unidas. Vamos quebrar essa imagem de que mulheres, trabalhando juntas, brigam. Podemos, claro, até divergir, mas conseguimos chegar num lugar em que todas concordam. Parece que todas vieram falando a mesma linguagem, que todas já tinham o programa na cabeça. Tivemos várias grifes contribuindo nesse programa, o que me deixou muito segura, muito feliz e envaidecida. Estou muito feliz em ser mulher! 
 
Além de ter mulheres como personagens, toda a equipe é majoritariamente formada por mulheres. Qual a relevância de levar ao ar um programa feito dessa forma? 
É histórico, é um marco. Ano passado, a minha filha, que faz faculdade de Belas Artes e faz produção fonográfica, esteve em uma das turmas com o maior quantitativo de mulheres. As mulheres ainda são muito subestimadas no meio fonográfico e audiovisual. O especial é uma oportunidade de mostrar que as mulheres também sabem fazer muito bem e são totalmente capazes de realizarem um lindo programa tomando conta dessa frente do audiovisual. 
 
Acredita que o projeto é uma homenagem às mulheres? Por quê?
Acredito sim que é um programa para homenagear as mulheres, mas que vai contemplar todos que estiverem assistindo. Estamos falando com os indivíduos e contando histórias inspiradoras. A nossa pretensão, se é que temos alguma, é fazer um lindo programa e ativar alguns sentimentos do ser humano, como a bondade, além de falar das dores e da beleza, falar também da questão do matriarcado. E tudo isso contempla não só as mulheres. Claro que estaremos em voga, em riste, as mulheres estão sendo homenageadas, mas vai tocar todo mundo que assistir. Todos vão se sentir contemplados com a beleza desse especial e com todo o conteúdo que vamos oferecer. Na verdade, conteúdo que elas têm para oferecer, já que elas são as estrelas.
  
O 'Falas Femininas' irá ao ar na segunda-feira, dia 8 de março, na TV Globo, depois do ‘Big Brother Brasil’ e também terá exibição no GNT, no dia 10 de março, às 23h30, logo após o 'Saia Justa'. O especial integra o Projeto Identidade, que transforma em especiais de TV importantes temáticas da agenda social que estão vinculadas a datas do calendário, como o Dia Internacional da Mulher. A primeira temporada teve início em novembro de 2020, com o 'Falas Negras'. 
Anderson Ramos

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