“Quem mata é o vírus ou a fome? é a fome", diz Gonzalo Vecina no #Provoca

Divulgação Julia Rugai

Nesta terça-feira (6/7), Marcelo Tas recebe no #Provoca uma personalidade já conhecida, e que neste último ano se tornou ainda mais presente. Gonzalo Vecina é o convidado da edição que trata sobre o uso medicinal da cannabis e a saúde para além da pandemia. O programa inédito vai ao ar a partir das 22h, na TV Cultura.

Partindo do cenário brasileiro atual, Tas questiona Vecina quanto à relevância de um amparo universal de saúde pública, mais especificamente o SUS. O professor ressalta que a questão está além da caridade e toca os direitos da população e deveres do Estado. "Quem mata é o vírus ou a fome? É a fome (...) Então o que o SUS tem que fazer? Ele tem que ser um instrumento de transformação social (...) ele em si não vai trazer comida, mas é fundamental que cuide da saúde de forma que todos tenham acesso", completa Vecina.

Dentre várias questões, o apresentador amplia o papo para o uso medicinal da cannabis. "A planta medicinal, não vamos nem discutir, tem que ser aprovada", adianta Vecina. O professor frisa a importância do uso medicinal para o tratamento de diversas doenças e ao ser provocado por Tas, que diz que ainda há pessoas que questionam essa visão, rebate: "Porque são idiotas".

O ex-Diretor Presidente da ANVISA ainda defende: "A não utilização da cannabis como uma droga terapêutica diz respeito apenas a ignorância. A outra questão é a cannabis recreativa, aí não é só a cannabis, tem um monte de coisa. Nós temos que voltar a discutir esse capítulo da terra, a proibição... Nós tivemos um exemplo de proibição que foi a Lei Seca americana, o que a Lei Seca americana produziu? Crime, só".

Finalizando com um tom de humor, Tas resgata uma história antiga da família de Gonzalo que possuía uma padaria em Sorocaba. Ainda que há tempos, o estabelecimento mantém o nome da família do professor. Gonzalo conta sobre o causo da sala cirúrgica construída nos fundos da padaria para que seu tio pudesse praticar medicina. "Tinha cinco ou seis anos e assistia essas coisas meio deslumbrado, meio achando estranho aquela história, mas enfim (...) era uma coisa extraordinária",completa.
Anderson Ramos

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