Tricampeão olímpico e prata em Tóquio, técnico José Roberto Guimarães é o convidado do 'Grande Círculo'

Divulgação Globo

José Roberto Guimarães outra vez fez história em uma edição de Jogos Olímpicos. Em oito participações no principal evento esportivo do planeta – uma como jogador, e as outras sete como técnico – conquistou sua quarta medalha. O único treinador da história do vôlei brasileiro a se sagrar tricampeão olímpico – em 1992 com os homens e em 2008 e 2012 com as mulheres –, o comandante desta vez liderou uma renovada equipe feminina que chegou à decisão, conquistando a medalha de prata. Ele é o entrevistado do ‘Grande Círculo’, que irá ao ar de forma inédita a partir de 0h30 deste domingo, dia 29, no SporTV, com reprises às 8h15, também no SporTV, e 13h, no SporTV2, no mesmo dia.
 
 Participaram da entrevista o apresentador Milton Leite, o narrador Luiz Carlos Jr., que foi a voz do SporTV nos jogos da seleção feminina em Tóquio, e a comentarista Fabi Alvim, bicampeã olímpica com José Roberto Guimarães, em 2008 e 2012. O treinador mais uma vez foi fundamental para o sucesso nacional. A equipe feminina teve um ciclo olímpico com alguns obstáculos a superar. O principal deles, a reformulação em relação ao time que disputou os Jogos do Rio, em 2016. A medalha de prata foi a única do vôlei no Japão, contando também a modalidade na praia. O Brasil saiu mais forte e com a expectativa de que daqui a três anos, em Paris, volte a ocupar o topo do pódio entre as mulheres nas quadras. O time só foi derrotado uma vez, justamente na decisão contra os Estados Unidos. 
 
 Assim como a caminhada até Tóquio não foi fácil, a trajetória durante o torneio também apresentou grandes desafios. O principal deles exigiu a experiência de um tricampeão olímpico para uma tomada rápida de decisão. Horas antes de entrar de ir ao ginásio e liderar a seleção na semifinal com a Coreia do Sul, José Roberto Guimarães soube que uma de suas principais jogadoras, a oposta Tandara, testara positivo em um exame antidoping feito antes do embarque para Tóquio. Com isso, ela estava automaticamente fora da disputa da semifinal com a Coreia do Sul. Após comunicar o corte ao grupo, ele decidiu não permitir o encontro de Tandara com as companheiras, pensando em impactar o mínimo possível o emocional das atletas. O Brasil venceu por 3 a 0 a semifinal.
 
"Nós fomos comunicados que a Tandara teria de voltar ao Brasil. Foi um baque. Ao chegar na base de treinamento eu reuni o pessoal e foi quando tive de comunicar ao time. Falei que teríamos de jogar por ela e por todos nós. Que quando elas voltassem para a Vila Olímpica, não encontrariam mais  Tandara. E aí a ficha caiu e elas começaram a se entreolhar. Terminei o vídeo e foi uma para cada lado. Demos um tempo a mais do que o normal para começar o trabalho naquele dia. Foi duro, triste e espero que a gente tenha um final feliz nesta história", conta o treinador.
 
A exibição da entrevista do treinador da seleção brasileira feminina de vôlei vai ao ar logo após o 'Troca de Passes', no SporTV.
Anderson Ramos

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