Jornalismo da Record TV é finalista de prêmios internacionais em duas categorias

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O Jornalismo da Record TV, mais uma vez, está entre os finalistas de duas premiações internacionais. Desta vez, com duas séries documentais, que foram ao ar no Jornal da Record: “Aprisionadas” e “Fome dos Invisíveis”; e com o podcast “Transamazônica – 50 Anos”, do Câmera Record e do R7.com. 

As produções do JR foram indicadas ao Content Innovation Awards, que é realizado pela TBI Vision. A premiação acontece no dia 4 de novembro deste ano e será realizada em Londres, na Inglaterra.  

“Fome dos Invisíveis”, exibida em junho, viajou por 5 mil km para mostrar a realidade enfrentada por brasileiros que vivem nas regiões mais pobres do país. A produção de André Tal e Mariana Soares, concorre na categoria “Melhor Série Curta” com produções da SBS, Rai Radiotelevisione Italiana, YouTube Originals, ViacomCBS Networks Africa, Zone3 e Shaftesbury. 

Já “Aprisionadas”, que foi ao ar em maio deste ano, se destacou pela inovação, trazendo pela primeira vez na TV aberta, uma reportagem em HQ. A série apresentou o drama de brasileiras que foram vítimas do tráfico internacional de pessoas – o segundo crime mais rentável do mundo. A reportagem produzida por Thais Furlan e Fernanda Camargo concorre na categoria “Melhor Série Documental”,  e disputa com documentários do YouTube Originals, Northern Pictures, Sky UK, ABC TV, BPU Red Media e Cineflix Rights. 

E o podcast produzido para o projeto “Transamazônica – 50 anos” é finalista no prêmio “The Association for International Broadcasting”, que é concedido desde 2010 e é sediado no Reino Unido. O Câmera Record e o portal R7 concorrem com produções do Reino Unido e da Bélgica na categoria “Podcast Factual”. O projeto conta a história da rodovia mais ousada e controversa do país a partir dos “Sons da Transamazônica”. Trabalharam no podcast: Marcelo Magalhães, Felipe Égea, César Massei e Rafael Ramos.  

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Sobre ''Fome dos Invisíveis''

Nos povoados mais isolados do País, 19 milhões de brasileiros passaram fome no final de 2020, segundo dados da Rede Penssan. Isso corresponde a 9% da população. “Fome dos Invisíveis”, mostra a dura realidade enfrentada por brasileiros que vivem nas regiões mais pobres do país. A insegurança alimentar da população mais vulnerável tornou-se ainda mais cruel. A produção também trouxe conteúdo exclusivo em outras plataformas do grupo: PlayPlus, JR 15 Minutos; Live JR e R7 Estúdio.  

A equipe da Record TV e do portal R7. percorreram mais de 5 mil quilômetros, por quatro estados, durante 20 dias. Os repórteres mostram o quanto a fome aumentou durante a crise provocada pelo coronavírus.    

Ao todo, foram cinco reportagens, exibidas no Jornal da Record entre segunda e sexta-feira, para apresentar a situação no Vale do Jequitinhonha, em Minas Gerais; no sertão da Bahia, em vilarejos isolados do interior de Pernambuco; e no extremo sul do Piauí. 

A equipe relata histórias de quem trava cotidianamente uma luta pela sobrevivência. Uma mulher com 16 filhos e 40 netos que prepara uma sopa de ossos. A ex-presidiária que sente falta das quatro refeições que tinha na cadeia. Famílias inteiras que contam como é conviver diariamente com a fome, lutando para conseguir comida. A jovem que, além da fome, precisa caminhar 12 km para buscar água. E mais: como a fome e a desnutrição afetam as crianças. 

Sobre ''Aprisionadas''

A série “Aprisionadas”, sobre tráfico humano, traz uma reportagem produzida de forma inédita na TV aberta brasileira. Pela primeira vez, uma emissora apresenta uma reportagem em um telejornal com uso da linguagem dos quadrinhos. 

O tráfico internacional de pessoas é o segundo crime mais rentável no mundo, atrás apenas do de drogas e armas, e movimenta R$ 183 milhões por ano. A nova série especial, "Aprisionadas", conta, em quatro reportagens, o drama vivido por brasileiras vítimas desse tipo de crime. Todos os casos tem um ponto de partida em comum: o aliciamento pelas redes sociais. Quatro temas serão desenvolvidos: grupos extremistas, tráfico de órgãos, exploração sexual e escravidão contemporânea. 

A repórter Thais Furlan teve acesso a denúncias de mulheres que eram levadas, num esquema criminoso de tráfico de órgãos, para o exterior. Uma delas, traumatizada, não quis gravar entrevista para as câmeras, mas narrou em áudio tudo o que aconteceu. E, para contar essa história, a equipe do Jornal da Record, aposta no jornalismo em quadrinhos. 

Para não expor essa vítima, a segunda reportagem da série, exibida na terça-feira, une o desenho e a voz para apresentar um crime. Alexandre de Maio, uma das maiores referências do país em jornalismo em quadrinhos, faz parte desse projeto. Jornalista premiado no Brasil e no mundo, Alexandre prova que os quadrinhos também podem informar. A história é real e, por meio do desenho, é possível revelar detalhes do local, do suspeito e de todas as situações. Imagens que a Record TV não mostra para preservar a vítima, mas, com o uso da HQ,  o telespectador consegue compreender a narrativa. 

O projeto foi desenvolvido pela Diretoria de Conteúdo, que busca novos formatos e linguagens para o jornalismo da Record TV. Muitos relacionam os quadrinhos a uma leitura juvenil, mas, esta reportagem evidenciou ao público que os desenhos podem ser uma ferramenta importante para informar, com clareza e precisão. 

Sobre ''Transamazônica – 50 Anos''

Neste podcast especial, o editor executivo Marcelo Magalhães fala sobre os 50 anos da rodovia mais ousada e controversa do país a partir dos "Sons da Transamazônica". Do fogo que consome a vegetação aos caminhões que transportam a madeira, passando pelas motosserras que cortam as árvores e as pistolas usadas nas disputas de terra, os sons humanos ocupam, há meio século, a maior floresta tropical do mundo. A produção conta com um áudio binaural, que permite uma distribuição espacial intensa dos efeitos sonoros.  

Houve também a contribuição de conteúdo de André Tal, Henrique Beirangê, Aldrich Kanashiro, Mariane Salerno e coordenação de Gustavo Costa, Renata Garofano, Bia Cioffi e Pablo Toledo. Diretores de Jornalismo: Aline Sordili, Clóvis Rabelo, Domingos Fraga, Rogério Gallo e Thiago Contreira. Vice-presidência de Jornalismo, Antonio Guerreiro. 
Anderson Ramos

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