Curta! comemora nove anos com programação repleta de estreias

Divulgação Curta! 

Em 2012, o Curta! estreou na TV paga com a proposta de oferecer filmes e séries documentais de assuntos ligados às artes, ao pensamento e à sociedade, fomentando a indústria audiovisual brasileira, ávida por espaços de produção e veiculação. Neste mês de novembro, a emissora comemora nove anos de sua fundação e se orgulha de ter exibido dezenas de produções internacionais, muitas delas inéditas na TV brasileira, e viabilizado 125 longas-metragens e 872 episódios de 77 séries documentais com apoio do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA). Muitos desses conteúdos tiveram sua estreia exclusiva na televisão pelo Curta!, que os pré-licenciou e acompanhou suas produções por meio de sua equipe de curadoria. Os curadores do Curta! atuam sugerindo ideias e melhorias para os programas.

Durante esses nove anos, o mercado passou por períodos de efervescência e por momentos de crise, como o que enfrenta agora com o baque de uma pandemia e a paralisação dos mecanismos de fomento do governo federal. Mas, mesmo com tantos desafios, o Curta! vem ganhando novos terrenos. O canal se expandiu se transformando no Grupo Curta!, com as  plataformas de streaming Curta!On - Clube de Documentários (canal no NOW e na Internet), a TamanduáTV (com as marcas CineEuro, CineDocs e CineBr, disponibilizadas para assinantes de banda larga fixa da operadora Claro) e a TamanduáEdu.com.BR (braço pedagógico com 1200 docs classificados pela BNCC do MEC para uso no contexto escolar), todas operando com tecnologia própria desenvolvida ‘in-house’.

Consolidando o objetivo de ser um incentivador do audiovisual brasileiro, o Curta! viabilizou mais de 1.110 horas de programação original independente feita por 125 produtoras brasileiras, contando entre o que já foi ao ar e projetos em produção. "Vivemos o desafio constante de ajudar os realizadores e parceiros a viabilizar e dar visibilidade a seus projetos, olhando para as possibilidades de fomento e para a ampliação de janelas como oportunidades", afirma Ana Gabriela Duarte Lopes, sócia-diretora do canal, ao lado de Júlio Worcman.

Para comemorar o sucesso desses nove anos, o Curta! mostra que segue mantendo uma programação vibrante, independente, relevante, diversa e sempre cheia de novidades. Por isso, em novembro, o canal conta com uma programação repleta de estreias e ainda com uma maratona de 24 horas de conteúdo focado em questões raciais, para o Dia da Consciência Negra, mostrando sua consonância com os temas que vêm sendo discutidos na sociedade.

Confira as estreias do mês:

01/11 – ''Balanço Black'' (Série)

A história da música black no Brasil, das origens à produção contemporânea, é contada por muitos dos seus principais nomes na série “Balanço Black”, que estreia no Curta!, comemorando os nove anos de existência do canal e abrindo o mês da Consciência Negra. São seis episódios dirigidos pelo cineasta Flavio Frederico, com a participação de pessoas intimamente envolvidas com esse gênero musical, sobretudo da forma como ele se desenvolveu em solo brasileiro. Conduzidos pelo produtor, compositor e músico BiD, os episódios passeiam pela história da black music e pelos principais discos, além de tocar em pontos cruciais desse movimento musical: a resistência e a inserção dos negros no show business. Entre os depoentes, estão artistas como Hyldon, Dom Salvador, Wilson das Neves, Tony Tornado, Sandra de Sá, Seu Jorge, Eduardo Araújo, Gerson King Kombo e Céu, que também fazem jam sessions ao fim de cada episódio.

12/11 – ''Expedição Rondon-Roosevelt'' (Documentário)

Um dos presidentes mais importantes da história dos Estados Unidos e um dos militares mais consagrados pelas forças armadas brasileiras se uniram na que seria uma das maiores aventuras da vida de ambos. Em 1914, Theodore Roosevelt e Cândido Rondon, conhecido como Marechal Rondon, partiram numa expedição científica batizada de Rondon-Roosevelt, ao lado de uma equipe de exploradores – inicialmente eram 22 pessoas, entre elas Kermit Roosevelt, filho do ex-mandatário. Essa história, ricamente documentada, é contada pelo longa “Expedição Rondon-Roosevelt”.

Com direção de Juliana Baraúna, Franklin Martins e José Roberto Sadek, o documentário apresenta a narrativa de estudiosos brasileiros e estrangeiros sobre a viagem e seus dois líderes, que decidiram percorrer o Rio da Dúvida, localizado em plena selva amazônica.

14/11 – ''Garoto – Vivo Sonhando'' (Documentário)

A trajetória de um fenômeno do chorinho, o violonista Garoto, é contada no documentário “Garoto – Vivo Sonhando”. A narrativa do filme se desenvolve através de depoimentos de outros grandes músicos e de um rico material de arquivo com entrevistas, fotos, vídeos e a leitura de um diário deixado pelo artista, falecido em 1955. Entre os depoentes, músicos virtuosos que são profundos admiradores da obra de Garoto, como Paulinho da Viola, Paulo Tapajós, Carlos Lyra, João Donato, Yamandu Costa e Zé Menezes – em entrevista concedida pouco antes de sua morte, em 2014 -, que falam ao diretor Rafael Veríssimo com exclusividade. O filme também resgata falas antigas de outros artistas que já não estão mais entre nós, como Luiz Gonzaga, Vinícius de Moraes e Baden Powell.

22/11 - ''Lady Day - As Várias Faces de Billie Holiday'' (Documentário)

O escritor Albert Murray pergunta para a câmera, nos primeiros minutos do documentário: “Quantos outros artistas que criaram obras-primas tiveram problemas pessoais insuperáveis? Nós celebramos o fato de que alguém com esses problemas pôde alcançar um nível tão alto de realização estética”. A vida conturbada de Holiday e seu vício em heroína, contudo, não são explorados de modo sensacionalista pelo filme do diretor Matthew Seig. A narrativa enfoca as dificuldades que Holiday teve de superar e os seus inúmeros sucessos musicais. A atriz Rudy Dee participa da produção lendo trechos da autobiografia de Holiday, publicada em 1956, apenas três anos antes de sua morte, aos 44 anos. Na verdade, como mostra o filme, o livro foi escrito não pela própria cantora, mas pelo escritor William Dufty e tem passagens romantizadas da vida de Holiday.

Ela teve uma infância pobre em Baltimore, onde cantava em bordéis e outras espeluncas. Aos 12 anos, foi para Nova York, onde passou a cantar em bares clandestinos e muquifos de venda de maconha. Foi num clube de jazz que o produtor John Hammond a ouviu pela primeira vez e a levou para a indústria fonográfica. Ela passaria pelas bandas de Count Basie e Artie Shaw antes de estourar com sua interpretação dramática da canção de protesto “Strange fruit”. O longa-metragem conta essa história com um vasto acervo de imagens de época e performances de Holiday. Entre os entrevistados, estão o escritor Albert Murray, a cantora Carmem McRae e o trompetista Buck Clayton, que tocou ao lado de Holiday.

1/12 - ''O Nascimento de Carlitos'' (Documentário)

Este documentário da Arte France e da Steamboat Films conta a mirabolante história de vida de Charles Spencer Chaplin e a criação de seu célebre personagem Vagabundo. A própria biografia de Chaplin parece um roteiro de cinema: ele nasceu e cresceu em um dos bairros mais pobres de Londres, passou por orfanatos e teve um pai alcoólatra e uma mãe com problemas mentais, a ponto de ser internada em hospitais psiquiátricos. No entanto, foi graças aos pais, ambos artistas, que ele desenvolveu o gosto pelo teatro.

No filme, o biógrafo de Chaplin David Robinson conta que a primeira experiência do comediante no palco foi aos 5 anos, quando foi correndo socorrer sua mãe ao vê-la perder a voz durante uma canção. O menino cantou em seu lugar e agradou ao público, que lhe atirou moedas. Para gargalhadas gerais, ele parou de cantar, recolheu as moedas e, só então, retomou a música. A carreira de Chaplin começou quando tinha 19 anos e ingressou numa companhia teatral de comédia, a Cia. Fred Karno. Dali, ele migrou para o cinema e, já em seu segundo filme, inventou o personagem que o tornaria famoso, o Vagabundo, fantasiando-se com um chapéu coco, um casaco apertado, calças largas, sapatos compridos, bengala e bigode. O documentário, dirigido por Serge Bromberg e Eric Lange, acompanha o progresso de Carlitos, filme após filme, e como o sucesso mudou a sua vida.
Anderson Ramos

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