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Matheus Pires é eliminado do 'No Limite'

Divulgação Globo/Fábio Rocha

Quem é Pires? Com uma estratégia um tanto inusitada, Matheus chegou na Praia Dura disposto a jogar. Fã assumido do programa, ele se preparou para encarar o acampamento e tinha tudo ensaiado na cabeça. Criou um personagem e fez alianças na tribo Sol, mas, na sua avaliação, foi “com muita sede ao pote”. Se vendo na berlinda a cada semana, quando Fernando Fernandes anunciou a troca entre as equipes, Matheus viu uma chance de renascer na tribo Lua. No programa da última quinta-feira, dia 9, após a derrota na prova da Imunidade, um duelo de resistência raiz, Pires tentou articular a saída de Ipojucan com Pedro e Victor, mas não foi o suficiente e terminou eliminado do ‘No Limite’. 
 
Neste domingo, dia 12, Matheus Pires e Bruna Negreska se encontram ao vivo com Ana Clara no ‘A Eliminação’, após o ‘Fantástico’. Na entrevista abaixo, Matheus conta o porquê da estratégia de criar um personagem, a sua visão de jogo, a preparação para entrar no reality e sua aliança com Lucas e Pedro.  
 
Já tinha se imaginado participando do reality?  
Com certeza já tinha me imaginado participando, já assisti todas as edições do formato, de todos os países. Ficava imaginando o que eu faria em cada situação. Sempre pensei mais na parte estratégica do que nas provas, porque as provas são muito “na hora”, não tem muito o que ensaiar. Toda a minha preparação sempre foi pensando no acampamento, no jogo social. 
 
Você chegou com uma estratégia definida. logo de início, criou um personagem, o Pires. Conte um pouco sobre quem é o Matheus e quem é o Pires. Qual era a sua estratégia? Por que optou por um personagem? 
O Matheus é um cara muito afetuoso, que gosta de tratar as pessoas bem, quer todo mundo próximo e nunca seria capaz de trair alguém ou algo do tipo. Muitas pessoas me falavam o quanto eu seria engolido pela estratégia alheia. Então, decidi criar uma persona, uma pessoa que é ácida, que joga. Até aí, eu poderia ter simplesmente fingido ser essa pessoa, mas eu precisava de um lembrete. Se as pessoas me chamassem de um nome que não é o meu, que eu não estou acostumado, seria constantemente lembrado do porquê eu estava ali. 
  
Desde o primeiro Portal da tribo Sol, seu nome era um dos cogitados. na sua opinião, por que foi alvo tão cedo? 
Esse é um dos meus arrependimentos no programa. Eu me preparei muito, estudei o jogo. E naquele momento, quando cheguei na tribo, eu tenho certeza, fui com muita sede ao pote. Me mostrei um cara social, as meninas de cara gostaram de mim, eu tinha um conhecimento das provas muito bom porque tinha estudado o jogo, conhecia as dinâmicas, e fui atrás de 50 alianças diferentes ao mesmo tempo. Com certeza, chegar com muita sede ao pote colocou um alvo em mim e me fez ser visado desde o início do jogo. 
  
Você foi um dos escolhidos para a troca entre as tribos. Na sua visão, essa troca foi boa para você ou não? 
Eu já seria escolhido, já sabia disso, mas me ofereci antes dos votos acontecerem. Só não votou em mim quem realmente não queria que eu fosse para a outra tribo. Eu acho que foi uma coisa boa. Acho que, na Sol, eu não tinha muita massa de manejo. Na Lua, achei que poderia fazer uma nova aliança para chegar na fusão. A gente sempre fica pensando em possibilidades do que vai vir, do que vai acontecer, e eu achei que poderia ser algo positivo. Eu, como fã do jogo, queria viver todos os momentos. E tive essa oportunidade, não tenho arrependimento nenhum. 
 
Um dos seus grandes aliados no jogo foi o Lucas. Comente um pouco da sua relação com ele e a parceria que vocês construíram. 
Quando eu pensava no reality, achava que seria o único homem gay na tribo, o único LGBTQIA+. Então, quando vi que tinha o Lucas, a gente se aproximou de cara. E é curioso porque eu e Lucas, no mundo real, somos de esferas muito diferentes. O Lucas é mais alternativo e eu sou o que o Lucas chamada de “bicha padrão”. De cara, a gente falou que nunca teríamos nos encontrado fora do programa, mas que seríamos muito amigos. Eu fui pro jogo pensando "não posso confiar em ninguém, todas as pessoas vão me trair em algum momento", tinha essa paranoia. Mas entendi que você precisa escolher algumas pessoas para confiar. Depois tive essa confiança com o Pedro, mas num primeiro momento foi o Lucas. Eu tinha certeza de que ele não iria me trair, assim como o Pedro não me traiu também. Ele manteve o voto no Ipojucan, assim como foi o nosso combinado. 
 
Agora aqui fora, se surpreendeu com o jogo de alguém? 
Com certeza me surpreendi com o jogo da Flávia. Lá dentro, imaginava que ela era uma planta, que não estava jogando, que não fazia nada. E aqui, percebo que ela finge que não sabe o que está acontecendo, mas está jogando com todo mundo. Era o jogo que eu queria ter feito, fingir que não sabia de nada e ir me enturmando em todos os grupos. 
 
As provas de quebra-cabeça eram as que você mais se sobressaía. de onde veio essa sua habilidade? e quais outras habilidades suas você destacaria? 
Eu sempre adorei quebra-cabeças e provas de lógica. Em todas as edições do programa, sempre pausava no quebra-cabeça para estudar e olhar. Montei uma pasta no meu celular com todos os quebra-cabeças que já tinham passado pela história do programa para memorizar e me habituar. A outra habilidade em que me destacava, com certeza, era a natação. Na tribo Sol, fui o primeiro a chegar no tapete no primeiro dia. O Adriano foi o primeiro da tribo Lua e eu, o primeiro na tribo Sol. Então, quando tinha natação ou quebra-cabeças, com certeza, eram as minhas fortalezas. 
 
Para você, qual foi a prova mais difícil? 
A prova mais difícil foi a do tronco, que a gente tinha que atravessar. Eu sempre tive medo de provas de equilíbrio, eu dirijo mal, tenho uma visão espacial péssima. Eu já conhecia a prova e, quando vi, pensei "não acredito que vou ter que fazer isso". Porque eu tinha ficado de fora na prova anterior. Fiquei muito tenso, quase desmaiei, eu estava muito cansado, o meu emocional se abalou muito. Em vários momentos vi tudo preto, achei que fosse desmaiar, mas me concentrei, respirei muito, pensei muito na minha terapia e, aos poucos, tudo foi passando. E foi maravilhoso. Queria que todo mundo pudesse sentir uma vez na vida o que eu senti quando completei aquela prova... é incrível, as pessoas merecem isso. 
 
Para você, quais foram as maiores dificuldades que enfrentou? 
Surpreendentemente, a fome não me pegou tanto. Para mim, era o conforto e a convivência na tribo Sol. Acho que ali tinha muita gente querendo fazer um jogo muito externo, parecer bonzinho. As pessoas em si, individualmente, eram legais, mas quando juntava ficava um clima de amizade e amor que não rolava, não era bacana. Era chato demais ficar lá, aquelas pessoas cantando às 7h da manhã e eu tinha que cantar também pra fingir que estava achando legal. Eu sempre me perguntava se estava todo mundo fingindo ou se era verdade. Até hoje eu não sei (risos). 
  
Para quem fica a sua torcida? 
A minha torcida não tem como não ficar com o Lucas. Eu acho que agora, com a minha saída, a nossa separação, ele tem uma chance de se destacar e se mostrar mais no jogo. Estrategicamente, também torço para quem está de fato jogando, articulando, para valorizar o tipo de jogo que eu joguei. Não quero que uma planta ganhe, com certeza. 
 
'No Limite' tem exibição às terças e quintas, após ‘Pantanal’, com apresentação de Fernando Fernandes, direção de gênero de variedades de Boninho, direção artística de LP Simonetti e direção geral de Angélica Campos. O reality é mais uma parceria da Globo com a Endemol Shine Brasil, com base no ‘Survivor’, um formato original de sucesso. Ana Clara apresenta o ‘A Eliminação’ aos domingos, após o ‘Fantástico’.    

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