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Alice Wegmann fala sobre Raíssa Medeiros, sua personagem em 'Rensga Hits!'

Divulgação/Gleik Suelbe

A descoberta de uma traição. Um carro que atola no meio do caminho e te deixa na mão. Ter que recomeçar a vida em outra cidade tendo na mala apenas a roupa do corpo. O que você faria com tudo isso? Raíssa Medeiros (Alice Wegmann) fez música, e das boas. Apesar de viver várias intempéries, ela é sobretudo uma mulher corajosa e determinada, que se mune do próprio sonho de se tornar uma cantora e compositora de sucesso para mudar de vida. 
 
A história de Raíssa Medeiros é o ponto de partida da série ‘Rensga Hits!’, Original Globoplay produzida pela Glaz Entretenimento, que estreia no dia 4 de agosto. Raíssa é autêntica, desbocada, apaixonante e engraçada. Não troca um litrão de cerveja no boteco por nada no mundo e é muito, mas muito talentosa. Movida pela emoção, não pensa duas vezes e decide abandonar o noivo no altar quando descobre que foi traída.
 
Ainda vestida de noiva, ela deixa a fictícia Lucas do Rio Claro rumo a Goiânia dirigindo a Bandida, sua amada lata velha, e levando na bagagem uma voz poderosa e o violão do falecido pai, que nem chegou a conhecer. Já nos primeiros momentos na capital, faz sua melhor amiga: Carol (Maíra Azevedo) lhe oferece um emprego e o primeiro de muitos palcos de sua carreira – pelo menos é assim que a novata imagina. Mas, bem ali, Isaías (Mouhamed Harfouch), um compositor passando por um bloqueio criativo, escuta Raíssa cantando a música que fez inspirada na própria trajetória e a entrega para a cantora Gláucia Medeiros (Lorena Comparato) gravar na famosa casa de composição Rensga Hits!, comandada por Marlene (Deborah Secco).
 
Maíra Azevedo destaca a potência de sua personagem e as razões para a rápida identificação entre ela e Raíssa: “Carol é o tipo de mulher que enxerga além. Tem amor ao que faz e sabe que seu estabelecimento – o ‘Espetinho da Carol’ – é poderoso, afinal, é um espaço de descoberta de novos talentos. Ela representa a força de quem não desistiu de si, e por isso aposta também nos outros”, explica. “Carol tenta retribuir o que já fizeram por ela, que saiu da Bahia em busca dos seus sonhos e deve ter tido alguém que abriu as portas para ela em Goiânia. A amizade dela com Raíssa é sincera e com reciprocidade. Existe admiração e carinho das duas partes”, complementa Maíra.
 
E se a trajetória de Raíssa já tinha suficientes imprevistos, quando ela decide ir à casa de composição tirar satisfações sobre sua letra tem mais surpresas: encontra o pai que achava estar morto, mas ele está bem vivo e na sua frente. Sem chão, ela usa seu talento com a música para recomeçar, contar e cantar suas experiências e as de todas as mulheres que foram abandonadas, enganadas, subjugadas ou esquecidas, mas que conseguiram dar a volta por cima, assim como ela. 
 
Para a atriz Alice Wegmann, a personagem traz em si mesma o necessário para impulsionar essa virada. “Raíssa está inteiramente conectada aos seus valores o tempo todo, é uma mulher íntegra, não se desvia. E é bonito o quanto ela se mostra para o mundo. Ela expõe a vulnerabilidade facilmente, não tem medo de demonstrar seus sentimentos. Ela é muito forte, me emociona”, declara Alice.
 
‘Rensga Hits!’ é uma série Original Globoplay produzida pela Glaz Entretenimento com criação de Carolina Alckmin e Denis Nielsen, redação final de Renata Corrêa, roteiros de Bia Crespo, Nathalia Cruz, Otavio Chamorro, Renata Corrêa e Victor Rodrigues, com direção de Carolina Durão e Leandro Neri e direção geral de Leandro Neri, com produção de Mayra Lucas.
 
Confira, a seguir, a entrevista com a intérprete de Raíssa, Alice Wegmann:
 
Quem é Raíssa Medeiros, na sua visão?
Raíssa, para mim, é alguém que facilmente seria a minha melhor amiga. É a personagem mais carismática que eu já fiz, uma mulher verdadeira, intensa e completamente apaixonante. Que sonha e vai atrás do que quer, que sabe perdoar e pratica a empatia com naturalidade. Ela tem uma natureza livre e bem observadora, e são sobretudo as suas vivências que fazem ela escrever e cantar com inspiração e o coração. 
 
A história de Raíssa tem muitas reviravoltas, ela precisa se adaptar a diferentes percalços que aparecem em seu caminho. Quais você acredita serem as maiores forças da personagem?
A verdade e a honestidade são imprescindíveis para Raíssa. As duas coisas são, tanto para Raíssa quanto para mim, Alice, o melhor caminho – ainda que possa ser o mais difícil. A Raíssa está inteiramente conectada aos seus valores o tempo todo, é uma mulher íntegra, não se desvia. E é bonito o quanto ela se mostra para o mundo. Ela expõe a vulnerabilidade facilmente, não tem medo de demonstrar seus sentimentos. Ela é muito forte, me emociona. 
 
Raíssa é compositora e cantora de música sertaneja. Quais foram suas referências para a construção desse lado da personagem?
Engraçado, esses dias parei para pensar que meus maiores ídolos são principalmente cantoras. Gal Costa, Maria Bethânia, Clementina de Jesus, Marisa Monte, Elza Soares, Marília Mendonça, Janis Joplin, Nina Simone... Curioso, a música sempre esteve presente na minha vida. Desde pequena eu colecionava CD's das trilhas sonoras das novelas e já sabia cantar Caetano Veloso, Chico Buarque... Quando me perguntam quem são os meus artistas favoritos no mundo todo, eu sempre cito músicos. A música, para mim, é a arte que mais me conecta com o divino, é por onde eu me sinto mais próxima do invisível. Eu conheço o meu país, entendo o Brasil, através da música, principalmente. Então, posso dizer que meu país é a minha maior referência.
 
Qual foi seu maior desafio como atriz nessa produção?  
Acho que sobretudo o ato de cantar e tocar violão. São duas coisas que me deixam completamente vulnerável, porque não tenho o domínio de nenhuma delas. Tivemos aula de canto, e antes disso eu tocava e cantava muito pouco, tímida no meu quarto. O Francisco Gil (neto do Gilberto Gil, filho da Preta Gil) é meu melhor amigo, e ele me deu um violão de aniversário em 2021. Parecia que era o destino me dizendo “vai treinando aí, porque já já você vai ter que cantar para o Brasil ouvir” (risos). Eu respeito tanto a música dos outros, que sou muito crítica com o que sai de dentro de mim. Mas sei que não estou nessa série fazendo a Raíssa à toa. Sei que tenho uma missão nas mãos e quero cumpri-la da melhor forma que puder, e emocionar bastante gente com essa história e essas músicas.
 
Que aprendizados o público poderá tirar a partir da história de Raíssa?
Acho que é uma história de superação e de perdão, de mulheres fortes e decididas. A Raíssa me fez voltar a sonhar. Espero que isso aconteça com mais gente por aí ao assistir ‘Rensga Hits!’.

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