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'Profissão Repórter' desta terça dá espaço para as histórias de alunos e professores que sofrem com transtornos mentais

Divulgação Globo

O cuidado com a saúde mental vem sendo abordado com mais frequência nos ambientes corporativos, mas deixado de lado quando se trata das escolas. Estes transtornos estão cada vez mais comuns entre as crianças e os adolescentes brasileiros e o quadro foi acentuado durante a pandemia, a partir da adoção do ensino remoto e o consequente afastamento dos estudantes e professores. Uma pesquisa conjunta entre o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) e a organização da sociedade civil Viração Educomunicação apontou que 35% dos jovens do Brasil se dizem ansiosos. O levantamento, realizado em maio deste ano, contou com a participação de 7.800 adolescentes, no qual metade afirmou desconhecer os serviços de apoio à saúde mental ofertados. Entre as outras perguntas feitas, 14% dos entrevistados se dizem felizes e outros 11% estão preocupados consigo mesmo. Os dados seguem alarmantes: 9% dos jovens autointitulam indiferentes e 8% se consideram deprimidos.  O 'Profissão Repórter' desta terça-feira, dia 5, conta as histórias de alunos e professores que perceberam que a saúde mental estava em risco e buscaram ferramentas de ajuda.

Um deles é Gustavo, que há um ano foi entrevistado pela repórter Mayara Teixeira. Ao deixar de ir à escola por causa do coronavírus, o menino de 7 anos, isolado em casa, desenvolveu ansiedade. A família dele buscou ajuda psicológica e, agora, com o retorno das aulas, Gustavo reaprende a conviver com os colegas e ainda carrega os sinais do quadro ansioso. Um dos episódios que o programa relembra é a crise de ansiedade coletiva dos alunos da Escola de Referência em Ensino Médio Ageu Magalhães, no bairro da Tamarineira, na Zona Norte do Recife. O caso ganhou repercussão por conta do número de estudantes que se sentiram mal – em torno de 25, onde até o SAMU foi chamado para atender os adolescentes. A equipe do ‘Profissão’ esteve na unidade escolar para conhecer o trabalho relacionado aos transtornos mentais que vem sendo desenvolvido desde o ocorrido, em abril deste ano.

Divulgação Globo

Ainda em Pernambuco, os repórteres Milena Rocha e Thiago Jock vão mostrar a atuação do Núcleo de Cidadania dos Adolescentes (NUCA) nas unidades de ensino. Um dos beneficiados com o trabalho da instituição é Rikelme Vitor, de 14 anos, que se mudou recentemente para a cidade de Bonito, no agreste do estado. O adolescente era vítima de bullying onde residia antes e, por isso, não tinha amigos. "Eles falavam da minha voz, do meu jeito e eu só queria ficar trancado no quarto, não tinha com quem sair. Agora que estou em uma nova cidade, nova escola, e consegui fazer amigos, tudo melhorou", fala Rikelme. 
 
Não só somente os estudantes que têm a saúde mental afetada, os professores também são alvo destes transtornos. Segundo a ONG Ame Sua Mente, a depressão é o principal fator de afastamento destes profissionais das salas de aula, com uma incidência de cerca de 40% da doença. A rotina de duas professoras da rede pública de educação de São Paulo foi acompanhada pelo programa. Com 25 anos, Caroline Lopes dá aulas de história na Escola Estadual Olga Benatti, na região da zona sul. Ela precisou se acostumar com o formato das aulas online durante a pandemia. Agora, com o retorno ao presencial, a professora, que leciona para cerca de 200 alunos no período integral, precisa lidar com novos desafios. Thaís Cabral é outra professora que o ‘Profissão Repórter’ conversou. Ela, que dá aulas de português, foi diagnosticada com depressão e, por isso, está de licença médica. Na fila da perícia do INSS, Thaís fala que está em tratamento, integralmente custeado por ela, à base de terapia e medicamentos. 

 O ‘Profissão Repórter’ da noite desta terça-feira começa logo depois do ‘No Limite’.

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