'Profissão Repórter' desta terça-feira mostra iniciativas que estão dando certo com uso da cannabis medicinal

Divulgação Globo

Os questionamentos sobre o uso da cannabis medicinal como alternativa para tratamentos de doenças de difícil controle, entra elas o autismo, a epilepsia e, até mesmo, alguns casos de câncer ainda existem, mas os avanços estão acontecendo. O 'Profissão Repórter' desta terça-feira, dia 2, mostra iniciativas que estão dando certo. É o caso da cidade de Búzios, no Litoral Fluminense, que aprovou, no fim do ano passado, uma lei municipal garantindo o uso e a distribuição de cannabis medicinal na região. Desde então, cerca de 300 crianças e adolescentes com autismo ou epilepsia estão sendo tratados com a erva e respondem com bons resultados.
 
Um deles é Nykollas, de três anos. Diagnosticado com autismo recentemente, faz uso do óleo da erva há pouco menos de um mês. “A professora falou que depois que ele começou a tomar o remédio, ele aprendeu muita coisa, estava desenvolvendo coisas que ele não fazia”, diz a mãe do menino, Lidiane Oliveira. Os repórteres Julia Sena e Alex Gomes estiveram na cidade da Região dos Lagos, no Rio de Janeiro, onde, além de terem conhecido Nykollas, também acompanharam a rotina de Ítalo Barreto, um menino autista de cinco anos, outro beneficiado pela ação do município de Búzios. A avó, dona Maria Barreto, que também é sua responsável, se surpreendeu com a melhora do neto a partir do tratamento com o óleo feito da cannabis. 

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Em São Paulo, o jornalista Caco Barcellos foi ao Hospital Sírio Libanês, onde no ano passado foi criado o Núcleo de Cannabis Medicinal. Lá, encontrou Ana Vitória, de apenas quatro anos. Há três meses, a criança vem sendo medicada com óleo de cannabis após receber o diagnóstico de autismo severo. Os pais de Ana Vitória importam dos Estados Unidos o frasco do remédio ao custo de até R$ 5 mil, a unidade. Há uma queda considerável no valor dos óleos nacionais: produzidos por associações que têm autorização judicial para esta finalidade, os produtos custam, em média, R$ 400 cada fraco de 30ml. Para grande parte dos brasileiros, este preço é ainda considerado alto. 
 
Os repórteres Chico Bahia, Leandro Matozo e o técnico de som Márcio Veloso conhecem o projeto "Mulheres e Mães Jardineiras", de São Paulo, que oferece cursos e suportes jurídico e médico a mulheres que querem cultivar cannabis para fazer o óleo em casa. Com ajuda deste projeto, Fernanda Athagami conseguiu na justiça o direito de plantar cannabis em casa. “Além da questão do custo, tem também a qualidade do óleo. Se eu planto eu sei a procedência que tem", diz Fernanda, mãe do Rafael, de 11 anos, que sofre de autismo severo. 
 
O ‘Profissão Repórter’ desta terça, dia 2, vai ao ar depois da série ‘Filhas de Eva’.

Anderson Ramos

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