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| Foto: Rodrigo Peixoto/TV Brasil |
No Dia Internacional da Família, o Sem Censura apresenta uma entrevista sensível com o experiente ator Reginaldo Faria nesta sexta, 15 de maio, às 16h, na TV Brasil. O programa reúne convidados especiais na bancada comandada por Cissa Guimarães para uma animada conversa inédita.
O programa faz um tributo ao premiado artista veterano de 88 anos. O talento como ator e diretor é comprovado pelos prêmios conquistados na sua trajetória. O galã participa do encontro ao lado dos filhos Régis, Marcelo e Carlos André, num papo íntimo e afetivo, com bastidores, memórias, aprendizados e também os conflitos de uma vida atravessada pela arte.
Na entrevista exclusiva, o quarteto resgata boas histórias do convívio em casa e contam os bastidores de produções por trás das câmeras. A produção também destaca o lançamento do novo filme "Perto do Sol é Mais Claro", longa com Reginaldo Faria no papel principal de um engenheiro viúvo. O drama tem direção do filho Régis. Na mesa, o debatedor do Sem Censura é o antropólogo e jornalista Ernesto Xavier.
Produção em família na sétima arte
O descontraído papo para a homenagem ao astro reúne passagens marcantes da vida e da carreira. Referência na história do audiovisual, Reginaldo Faria tem a alegria de receber os filhos nessa emocionante edição do vespertino. Para recordar a importância dele para a dramaturgia, o programa traça um panorama sobre os inúmeros e premiados projetos do mestre.
Considerado um dos maiores nomes das artes cênicas no país, Reginaldo Faria deixa seu exemplo como legado. Régis Faria, o primogênito, trabalha como diretor. Ele construiu uma trajetória na televisão e no cinema. Já o ator Marcelo Faria seguiu na atuação. Carlos André Faria, o Candé, filho caçula, começou como ator, passou pela assistência de direção e hoje se destaca como diretor de televisão.
Na entrevista, Reginaldo Faria lembra das suas influências, fala sobre a relação com os irmãos e destaca o papel da família em sua formação artística. Também celebra a escolha dos filhos pelo ingresso no universo das artes e comenta os papéis que fez nos palcos, na sétima arte e na telinha.
Filmes e novelas inesquecíveis
Durante o Sem Censura, o veterano lembra de grandes personagens que interpretou no teatro, no cinema e na televisão. O ícone enumera alguns dos protagonistas mais inesquecíveis de sua filmografia como o que fez no clássico "O Assalto ao Trem Pagador" (1962), sucesso da sétima arte, e no longa "Lúcio Flávio, o Passageiro da Agonia" (1977).
Astro da primeira novela diária da Rede Globo, "Ilusões Perdidas" em 1965, como Peixoto, o galã Reginaldo Faria também estrelou o primeiro beijo da história da emissora. Ele comenta essas e outras passagens de sua trajetória. O consagrado artista ressalta outros projetos na sequência da carreira televisiva como no folhetim "Água Viva" (1980) em que fez Nelson Fragonard.
O homenageado ainda coleciona tipos que fizeram história na telinha como Hélio, em "Dancin' Days" (1978); Jacques Leclair, na versão original de "Ti Ti Ti" (1985); o vilão Marco Aurélio, na primeira edição da novela "Vale Tudo" (1988). Reginaldo Faria também interpretou Ascânio Trindade, na trama de "Tieta" (1989) e Wolmar em "Vamp" (1991), entre tantas outras performances.
Primeiros trabalhos e lembranças dos filhos
Reginaldo Faria já assumiu a identidade de mocinho, vilão e cafajeste. Na conversa, ele recorda personagens que fez, mas destaca, com emoção, o papel de Mário na comédia "No Mundo da Lua" (1958), do saudoso irmão Roberto Farias, em que integrou o elenco por acaso com a falta de um ator.
"No primeiro filme, comecei como assistente de câmera do Roberto, mas eu queria mesmo era ser ator. Participei do elenco de "No Mundo da Lua". Tenho memórias maravilhosas. Em cena, o Walter D'ávila me tranquilizou quando as minhas pernas começaram a tremer. Ele me disse que isso ia acontecer a vida inteira. O diretor de fotografia puxou palmas e aquilo me deu uma segurança absurda. Perdi o medo total. É o momento melhor desse início. Foi um estouro de bilheteria", comemora.
Os filhos contam como era o convívio com o pai na infância no site. Régis Faria pontua as primeiras lembranças do pai em cena. "Lembro do cheiro do negativo da celulose. Era um odor forte que me marcava. O trânsito das pessoas trabalhando. Via Flávio Migliaccio e Stepan Nercessian passando, mas não tinha ideia do que aquilo era. Era muito novinho", comenta.
"A primeira lembrança de filmagem foi com meu pai dirigindo em 'Barra Pesada', de 1977. Antes de ele voltar para a Globo em 1978. Em função do sucesso de 'Lúcio Flávio, o Passageiro da Agonia', o Daniel Filho o chamou para fazer 'Dancin' Days'", rememora Regis.
O convidado descreve uma sequência da montagem do clássico. "A gente estava aqui na Lapa e teve uma cena de um tiroteio aqui na Lapa. Eu e Marcelo estávamos presentes nesse dia da filmagem. Fiquei impressionado. Uma velhinha era baleada. E os detalhes dos efeitos especiais, do sangue jorrando", diz.
Ele completa o raciocínio e conta o efeito daquele trabalho no seio da família. "Lembro que meu pai não deixou a gente ver 'Lúcio Flávio'. Só fui ver com uns 16, 17 anos. Porque era muito violento. Tinha ele sendo torturado. No entanto, fomos na filmagem, mas tem menos impacto. É como se fosse uma brincadeira. Está vendo que é de festim. Para de gravar. Repete", enumera sobre as ações de bastidores.
