Mario Eduardo Costa Pereira abre nova temporada do Café Filosófico dedicada ao universo dos sonhos

Foto: Tati Ferro 

Neste domingo (14/6), o Café Filosófico abre um novo módulo dedicado a refletir sobre o papel do descanso e da imaginação na vida contemporânea, com o tema O Despertar do Sonho, o Sono Bom e o Reencantamento do Mundo. Tainá Müller recebe o psiquiatra e psicanalista Mario Eduardo Costa Pereira, que também assina a curadoria, às 20h, na TV Cultura.

O psiquiatra apresenta a conferência Do Desencantamento do Mundo à Canção que Desperta os Grandes e Embala as Crianças. Partindo do diagnóstico clássico da perda de sentido na modernidade, a edição propõe recolocar o sonho e o sono no centro do cuidado, não apenas como funções biológicas, mas como dimensões essenciais da experiência humana. ''Sonhar é uma atividade vital que reorganiza experiências, elabora traumas e cria imagens de futuro. Em um mundo acelerado, recuperar o sonho e o ato de dormir bem também é um gesto de cuidado e uma possibilidade concreta de reencantamento da vida'', afirma.
 
Ao longo das próximas edições, os convidados de diferentes áreas irão explorar as relações entre sonho, criação e modos de vida e serão guiados por poemas de Carlos Drummond de Andrade, que funcionam como ponto de partida simbólico para as discussões, articulando pensamento e sensibilidade.

No dia 21, o escritor Marcelino Freire aborda as conexões entre literatura e reinvenção do cotidiano. Em 28 de junho, a escritora e pesquisadora Luciany Aparecida discute memória, ancestralidade e a construção de futuros, a partir da literatura afro-brasileira. E encerrando o módulo, no dia 5 de julho, o bate-papo é com a psicóloga e ativista indígena Geni Núñez, que apresenta perspectivas indígenas sobre o sonho e outras formas de relação com o mundo.

O Café Filosófico é uma parceria da TV Cultura com o Instituto CPFL. O programa é reapresentado na madrugada de terça para quarta-feira, à 1h.

Sobre o convidado

Mario Eduardo Costa Pereira é psiquiatra e psicanalista, professor titular de Psicopatologia Clínica pela Aix-Marseille Université (França) e docente da Faculdade de Ciências Médicas da Unicamp, onde dirige o Laboratório de Psicopatologia: Sujeito e Singularidade (LaPSuS). Autor de obras sobre psicopatologia, psicanálise e políticas de saúde mental, dedica-se à investigação das relações entre sofrimento psíquico, cultura e contemporaneidade.

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