TV paga deve se estabilizar nos próximos meses, diz ABTA



Para o presidente da ABTA, Oscar Simões, a base da TV por assinatura deve se estabilizar nos próximos meses, sinalizando, então, a possibilidade de retomada. Durante a apresentação da Feira e Congresso ABTA 2016 à imprensa nesta terça, 21, o executivo apontou que o ponto mais crítico da queda da base foi em novembro de 2015, quando o setor caiu 0,97%. Este ano, a base segue caindo aproximadamente 0,3% ao mês.

Simões chama atenção ainda para o fato de a base das operações de cabo e FTTH (fibra) seguirem crescendo. Estas plataformas, vale destacar, são vendidas, normalmente, em pacotes multisserviços englobando a banda larga.

No período de um ano até abril de 2016, o serviço de TV perdeu 4,3% de sua base. Nesse período, as operadoras de cabo cresceram em 2,6%, enquanto o DTH encolheu 9,3%.

O presidente da ABTA comemorou o fato de que a queda do setor não acompanhou o resultado da economia. O PIB caiu, no mesmo período, 5,75%. "Isso evidencia que o serviço não é visto como supérfluo", diz.

Aumento fiscal

Segundo Oscar Simões a queda mais acentuada da base está justamente nos estados com menor penetração do serviço, que são, justamente, os que promoveram aumento de ICMS sobre o serviço no último ano. Entre os oito estados onde o setor perdeu mais base entre abril de 2015 e o mesmo mês de 2016, apenas um não aumentou o ICMS: Rondônia, onde a TV paga caiu 12,8%. Além deste destacam-se com maiores quedas na base os Estados do Amapá (-16,9%), Alagoas (-12,2%), Pernambuco (-11,1%), Mato Grosso (-9,9%), Roraima (-9,5%), Tocantis (-9,3%) e Goiás (-8,8%). São também regiões em que o DTH tem maior presença.

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