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Programa da TV Brasil discute a contribuição da mídia e das novas tecnologias na educação

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(Imagem/Divulgação)
Os novos desafios da educação no século XXI sob a perspectiva das áreas de comunicação e tecnologia são debatidos no Mídia em Foco desta segunda (23), às 22h45, na TV Brasil. Para analisar o tema, o programa apresentado pela jornalista Paula Abritta recebe os professores Ismar Soares, Regina de Assis e Brasilina Passarelli.

A atração jornalística aborda as possibilidades de explorar as mídias e a tecnologia na construção do saber. Para isso, questiona os rumos no segmento da educação de acordo com as novidades que surgem com o advento de inovações em todos esses campos.

Essa realidade repleta de avanços em diversas frentes atravessa a sociedade contemporânea e influencia não apenas no ensino formal na sala de aula, mas também na maneira como as novas gerações se relacionam com o estudo e desenvolvem diferentes modos de aprendizagem.

O professor Ismar Soares aponta para uma tendência lúdica que indica novas possibilidades tanto para crianças e jovens como para profissionais que já atuam no mercado de trabalho. "Em termos da didática os jogos são os caminhos mais fáceis de aprendizado", sugere.

A forma como as novidades no universo da comunicação e da tecnologia incorporam diferentes estratégias de lidar com os assuntos pauta a opinião da professora Brasilina Passarelli. "A gente já vive uma segunda revolução de apropriação dessas linguagens midiáticas", afirma.

Segundo a diretora de educação, cultura e comunicação da TV Escola, a professora Regina de Assis, é preciso acompanhar o contexto de mudanças que a tecnologia proporciona. "As mídias transpõem os limites da sala de aula e potencializam o efeito da prática pedagógica", enfatiza.

A educadora destaca ainda a importância de criatividade e da conectividade. "É preciso estimular o trabalho em equipe. Os professores estão tomando consciência do auxílio das mídias na educação. Ela permite uma divesificação das atividades", explica Regina de Assis.

Para Brasilina Passarelli, o papel das insituições de ensino é fundamental nesse ambiente. Ela comenta sobre essa missão de contribuir não não com o ensino teórico, mas com experiências de vida. "A escola tem uma importância social de formação de personalidade ao agregar conhecimento e cidadania".

Uso de celulares no colégio como instrumento de ensino

O programa Mídia em Foco mostra que investir em novas tecnologias de informação e comunicação, disseminar o uso das mídias no ensino, utilizar os meios de comunicação de massa para fins educativos e culturais, além de estudar a mídia são algumas das oportunidades que aparecem nesse sentido.

A Unesco, órgão das Nações Unidas para a Educação e a Ciência, recomenda e incentiva o uso dos aparelhos de telefone celular na sala de aula. A partir de uma pesquisa realizada com educadores em mais de 20 países, a Unesco montou um roteiro para transformar tablets e smarthphones em ferramentas pedagógicas.

"O celular muitas vezes é considerado um vilão em sala de aula. Em diversos sistemas escolares, ele é sumariamente proibido", lamenta a professora Regina de Assis. "Depende do uso que a escola defina para o celular e da nossa capacidade de gerar aplicativos que podem complementar e ajudar tantos os jovens como os professores", sugere.

Relação histórica da educação com os meios de comunicação

A palavra educar tem origem no latim 'educare' e significa conduzir para fora. Desde a pré-história procuramos formas de transmitir o conhecimento e por um longo período a oralidade foi o principal meio de comunicação humana.

Com o passar do tempo, outros meios surgiram como a pintura, a escrita, o cinema, o rádio, a TV e a internet. E junto com eles surgem novas possibilidades para a educação.

O uso das mídias com fins educativos não é uma novidade. Nos anos 1920, Edgar Roquette-Pinto e Henrique Morize fundam a Rádio Sociedade do Rio de Janeiro que mais tarde se tornaria a Rádio MEC. Ela nasce comunitária e com fins educativos e culturais. Já em 1936, é criado o Instituto Nacional de cinema educativo.

De acordo com uma recente pesquisa da faculdade latino-americana de ciências sociais, 70% dos jovens brasileiros utilizam a internet como auxiliar nos estudos. Outra pesquisa realizada em 2017 por iniciativa do movimento Todos pela Educação indica que apenas 59% dos professores já fizeram algum curso sobre o uso de tecnologias digitais na escola.




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