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Diogo Nogueira resgata antológico disco "Raça Brasileira" no Samba na Gamboa da TV Brasil

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Imagem/Divulgação TV Brasil
O programa Samba na Gamboa desta sexta (23), às 21h45, na TV Brasil, mergulha no universo das rodas de samba através das histórias dos músicos Pedrinho da Flor e Elaine Machado, revelados ao país no marcante LP "Raça Brasileira", de 1985.

No repertório, Diogo Nogueira e convidados recordam canções que se tornaram clássicos do movimento que espalhou pelo Brasil a paixão pelo samba de raiz. O trio canta sucessos como "Boca sem dente", "Bagaço da laranja", "Camarão que dorme a onda leva" e "Vai vadiar".

Pedrinho da Flor e Elaine Machado contam sua trajetória desde as rodas do Cacique de Ramos e o orgulho de pertencer a uma geração de sambistas que transformou a música que brotava no fundo dos quintais em fenômeno de vendas.

Durante a conversa, os artistas destacam a importância de bambas como Jovelina Pérola Negra, Beth Carvalho, Arlindo Cruz, Almir Guineto, Jorge Aragão, Beto Sem Braço, Zeca Pagodinho e os integrantes do grupo Fundo de Quintal. Essa geração de craques da música influenciou e inspirou os novos talentos do gênero.

Importância do projeto "Raça Brasileira"

Com a geração da famosa tamarineira do bloco de Ramos, Pedrinho da Flor e Elaine Machado passaram a integrar o "Raça Brasileira" que foi um dos discos mais emblemáticos do movimento que, até então, era conhecido como "pagode carioca" e hoje mais chamado de samba de raiz.

Produzido por Milton Manhães, em 1985, para a gravadora RGE, o disco atingiu sucesso de vendas projetando uma geração de sambistas que já faziam sucesso nas rodas de samba. Virou um marco do movimento cultural que levaria ao conhecimento de todo o país o talento de uma geração de sambistas.

À época, o "pagode" começava a ganhar mais espaço na indústria fonográfica após a profissionalização do grupo Fundo de Quintal e o sucesso de ex-integrantes como Almir Guineto e Jorge Aragão.

O Raça Brasileira eternizou sucessos como "Leilão", de Beto Sem Braço e Zeca Pagodinho; " "Feirinha da Pavuna", com Jovelina Pérola Negra; "A Vaca", de Ratinho e Zeca Pagodinho; " "Bagaço da Laranja", de Arlindo Cruz e Zeca Pagodinho e "Raça Brasileira", que acabou virando uma canção-hino da época.

Trajetória do sambista Pedrinho da Flor

Pedrinho da Flor já ganhou samba-enredo em escolas como Salgueiro, Unidos da Tijuca e Império da Tijuca.  Ex-presidente da Flor da Mina do Andaraí, ele integrou as alas de compositores de várias agremiações tijucanas.

Esse contato boêmio passou para as rodas de samba. Depois, foi cantor e compositor e ritmista do grupo de samba "Sambaslan".  Apaixonado por carnaval, é autor de sucessos como "Menor abandonado", "Boca sem dente", "Clínica geral" e "Eu menti".

Através de amigos, chegou às rodas do Cacique de Ramos, onde, após defender alguns sambas, ganhou o respeito dos bambas do Fundo de Quintal.

História de Elaine Machado no samba

Considerada um dos expoentes da força feminina do samba, Elaine Machado conta episódios da carreira no papo com Diogo Nogueira no programa da TV Brasil. Desde os 17 anos, o sonho dela era cantar. Então se aventurou como caloura no Chacrinha. Elaine relembra que, na época, era difícil para uma mulher se tornar cantora de samba.

Depois, por causa do casamento, a artista se afastou da vida boêmia. Após sua separação, passou a frequentar a Casa de Bamba de Vila Isabel, onde conheceu Martinho da Vila, Beto sem Braço e Tião Graúna.

Com o convívio, Beto acabou virando padrinho de Elaine e a levou para o Cacique de Ramos, para várias escolas de samba e locais importantes da época, dando visibilidade ao talento da artista.




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