''CNN Sinais Vitais'' discute uma doença que causa 300 mil mortes súbitas por ano no Brasil

Divulgação

O ''CNN Sinais Vitais'', com o Dr. Roberto Kalil, da próxima quarta-feira (17), com exibição excepcional às 23h30min, vai tratar da arritmia cardíaca, uma doença que causa 300 mil mortes súbitas por ano no Brasil.

Tontura, mal-estar, desmaio, palpitações e até parada cardíaca. Esses são alguns dos sinais de que o ritmo do coração pode não estar indo bem. Um descompasso que, segundo a Sociedade Brasileira de Arritmias Cardíacas, pode acometer uma em cada quatro pessoas ao longo da vida. “Existem situações em que o coração bate muito devagar, chamadas de bradicardias. Em outras, acelera muito, são as taquicardias. Em outras, ele simplesmente bate de forma desorganizada. Todas essas anormalidades são chamadas de arritmias e precisam ser tratadas", destaca o presidente da SOBRAC, Dr. Ricardo Alkmim Teixeira. 

O “CNN Sinais Vitais” entrou em diferentes salas de cirurgia para acompanhar os principais tratamentos para esse problema do coração. Além dos implantes de marca-passo e desfibriladores, um dos procedimentos que evoluiu muito nos últimos anos é a ablação por radiofrequência. Trata-se de uma técnica de cauterização do curto-circuito da arritmia para ajudar na eliminação de focos que eventualmente desorganizem os batimentos cardíacos. "Esse tipo de tratamento é indicado principalmente para casos de fibrilação atrial, uma arritmia que acontece mais em idosos. A partir da faixa dos 40 anos, talvez de 1 a 2% da população tenha esse tipo de arritmia. Isso aumenta para 10% entre 70 e 80 anos", ressalta o diretor da Unidade de Clínica de Arritmias do Incor, Dr. Mauricio Scanavacca.

Em entrevista exclusiva ao programa, o músico Toquinho conta a experiência dele com a arritmia e qual técnica utilizou para lidar com o problema. Entre um dedilhar e outro no violão, Toquinho revela que “o coração começou com uma batida que parecia uma bateria de escola de samba desarrumada. Deu um mal-estar como se a vida tivesse um pouco ido embora, uma sensação de vazio.” Ele conta que precisou ir ao hospital e só depois ficou mais tranquilo. “Era só um descompasso, não era taquicardia. O coração estava descompassado”, detalha. Para a equipe da CNN, ele assume ser uma pessoa hipocondríaca. “Eu adoro medicina, eu adoro remédios. Eu vou à farmácia para ver as novidades”.

O “CNN Sinais Vitais” mergulha também na história de outro músico: Beethoven. Um estudo publicado em 2014 na revista científica da Universidade John Hopkins, nos Estados Unidos, identificou, a partir da música do compositor alemão, que ele também sofria de arritmia. "As obras dele tinham algumas peculiaridades que a gente não via em outros grandes compositores. Segundo os pesquisadores, parecia que ele estava lendo os batimentos do seu próprio coração, o que é possível já que ele ficou surdo", comenta o cardiologista Dr. Sergio Timerman.

O Dr. Roberto Kalil também vai ao Teatro Municipal de São Paulo, onde entrevista o maestro Roberto Minczuk para falar sobre o tema. "É possível a gente notar na obra do Beethoven uma inconstância rítmica, o que o torna ainda mais genial e pode ter relação com o que mostra esse estudo", destaca Minczuk.

* Na próxima quarta-feira, o “CNN Sinais Vitais”, com Dr. Roberto Kalil, vai ao ar, excepcionalmente, às 23h30, logo após o programa “Análise CNN”. Horários alternativos: no sábado (13h15 e 03h05), domingo (20h15 e 05h15) e no youtube on demand após a exibição do episódio inédito.
Anderson Ramos

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