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Ícone Billy Idol fala sobre volta ao Brasil, estilo e carreira a Danilo Gentili

Divulgação Lourival Ribeiro/SBT

Ele mudou a cara do punk e da moda nos anos 80, transformando para sempre a cultura pop com uma série de hits atemporais. O ícone Billy Idol é o entrevistado do The Noite nesta terça (06). Falando de sua volta ao Brasil e de sua última apresentação no Rock in Rio 2, em 1991, declara: “Estou muito empolgado, porque tem muito tempo desde a última vez. 31 anos. Foi um dos maiores shows do mundo”. Tendo lançado recentemente a música “Cage”, junto com o guitarrista Steve Stevens, comenta o trabalho: “eu sabia que com o Steve eu podia criar qualquer tipo de música, ele é um excelente guitarrista, muito talentoso”. 

Danilo pergunta em quanto tempo o cantor consegue um penteado tão bom e ele responde: “talvez em 15 a 20 minutos. Às vezes você seca ali de cabeça para baixo e faz essas coisas estranhas para fazer isso aqui acontecer, mas é divertido”. Ainda sobre seu visual e de onde tira inspiração para cria-lo, conta: “acho que essa empolgação com o rock and roll e tentar olhar para o passado do rock, também o futuro e tentar misturar todas essas coisas. Peguei um pouco daqui, um pouco dali e juntei um pouco da minha imaginação”. 

Um dos primeiros a misturar punk com elementos eletrônicos, conta se lidou com alguns preconceitos até se estabelecer: “a gente tem que sempre quebrar as regras, seja do punk rock ou do que seja. Você tem que remar contra a maré se quiser fazer um manifesto ou empurrar a música para frente”. E completa: “há sempre barreiras novas, a sociedade muda, mas há sempre coisas que as pessoas estão tentando derrubar”.  

Sobre grandes hits, como “White Wedding”, e ainda se empolgar ao ouvi-los diz: “eu gosto muito das músicas que a gente faz. Ainda soa muito bem nas gravações. Trabalho com gente muito boa”. Após ouvir um trecho de “Eyes Without A Face”, comenta qual foi a inspiração para ela: “quando se escreve uma música, nem sempre você está tentando dizer as coisas com muita clareza. Queria uma alternativa a uma música de amor, é uma música meio estranha neste sentido, mas acho que é isso que dá essa aura de mistério, a potência da música. Não é uma música comum de amor, é algo ‘no meio do caminho’”.  

Ele revela ainda que teve problemas ao usar uma lente de contato para o clipe da famosa canção: “era uma filmagem de três dias e fiquei sem dormir. Estava usando a lente o tempo todo. Peguei um avião para o Arizona. Dormi na grama do lado de fora do local onde a gente ia tocar. O xerife me acordou com uma arma na cabeça e eu estava tentando dizer para ele que eu ia tocar e ele não me ouvia. Meus olhos começaram a lacrimejar, porque a lente grudou nas córneas e ele não me deixou tirar. Tive que ir do lado de dentro e precisei que todo mundo ficasse em fileira para dizer ‘esse é o chefe’. E falei ‘agora vou tirar isso do meu olho, porque está me matando’. E fui para o hospital”. 

Billy fala ainda sobre sua quase participação no filme “O Exterminador do Futuro 2”, sua atuação em “Afinado no Amor”, o porquê de ter sido expulso de um grupo de escoteiros no passado, a inspiração para “Rebel Yell” ter vindo após uma festa com os Rolling Stones e mais.

O The Noite é apresentado por Danilo Gentili e vai ao ar de segunda a sexta-feira, no SBT. Hoje, 00h30.

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